Na origem do conflito, está a eleição de autarcas numa votação não reconhecida pelos sérvios. Nos três municípios contestados, depois da violência desta semana, as tropas da Nato tentam acalmar os ânimos.
Esta quinta-feira, foi a população de origem albanesa que se manifestou nas ruas de Mitrovica. Dividida pelo rio Ibar e pelas comunidades albanesa e sérvia, a cidade é o espelho da divisão que permanece no norte do Kosovo.
Na capital Pristina, o Governo kosovar mantém o apoio aos três autarcas de origem albanesa eleitos na votação boicotada pelos sérvios.
Em Zvecan, em Leposavic e em Zubin Potok, nos três municípios alvo da contestação popular no norte do Kosovo, há arame farpado e segurança reforçada das tropas da Nato para os presidentes da câmara não reconhecidos pelas populações locais.
Depois da violência do início da semana, que provocou dezenas de feridos em confrontos com os soldados da KFOR, os protestos são agora pacíficos, mas com as mesmas reivindicações.
Minoria no Kosovo, mas maioritários no norte deste país balcânico, os sérvios exigem a recuperação de um acordo de 2013, mediado pela União Europeia e que previa uma associação de municípios autónomos no norte do Kosovo.
O atual clima de tensão reacendeu os piores receios: o regresso da guerra à antiga província sérvia, independente desde 2008.