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Berlusconi: mesmo depois da morte, o antigo primeiro-ministro ainda gera polémica

As cerimónias estão a ser realizadas, o funeral está marcado para esta quarta-feira. No entanto, as homenagens do Estado estão a ser contestadas, nomeadamente pelos partidos italianos da esquerda.

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Mesmo depois de morto, Silvio Berlusconi continua a gerar polémica. Centenas de pessoas têm deixado flores e cartões, à porta da casa do antigo primeiro-ministro, em homenagem. Mas vários partidos, sobretudo da esquerda italiana, contestam o luto nacional por um homem que não era consensual e que, inclusivamente, enfrentou vários processos judiciais.

Mais de dois mil convidados oficiais participam, esta quarta-feira, nas cerimónias fúnebres de Silvio Berlusconi, no Duomo de Milão.

Com honras de Estado, o antigo primeiro-ministro italiano será depois enterrado no mausoléu que mandou construir dentro da Villa San Martino, a mansão que sempre foi a residência oficial do homem que chegou a ser o mais rico de Itália.

Esta terça feira, o velório foi reservado à família e amigos mais próximos e as homenagens de centenas de pessoas continuam ao deixar flores e cartões junto aos muros da propriedade.

Mas na morte, como aconteceu em vida, Silvio Berlusconi, chefe do governo por quatro vezes, divide as opiniões e já houve vários dirigentes partidários, sobretudo da esquerda italiana, que contestaram as homenagens nacionais.

O dia de luto e, sobretudo, as paragens do Senado, e da Câmara dos Deputados, cujos trabalhos estão interrompidos durante vários dias, como forma de lembrar o antigo primeiro-ministro que era senador.

Berlusconi foi eleito no ano passado, depois de um longo período de vários anos impedido pela justiça de ocupar cargos públicos, em consequência de uma condenação por fraude fiscal.