Do mar, a imagem da costa da Faixa de Gaza revela a destruição causada por oito mesesde bombardeamentos israelitas, que reduziram tudo a escombros. O porto, construído pelos Estados Unidos para a entrada de ajuda humanitária, funcionou por poucas semanas e foi recentemente reconstruído. A convite dos Estados Unidos, esta foi a primeira vez que a imprensa internacional foi autorizada a entrar em Gaza desde o início da guerra.
Os americanos sabem que podem ficar ali sozinhos, pois os ataques continuam e a ONU admite não ter condições de segurança para manter o auxílio ao povo palestiniano. As Nações Unidas repetem o alerta sobre a crescente fome em Gaza, onde uma em cada cinco pessoas, cerca de meio milhão de palestinianos, não têm o que comer.
Em Israel, o Supremo Tribunal autorizou as Forças Armadas a recrutarem judeus ultra-ortodoxos para a guerra. Tradicionalmente, os ultra-ortodoxos seguem suas próprias regras e tradições, dedicando-se aos estudos religiosos e evitando o combate, especialmente ao lado de mulheres. Desde a fundação de Israel, há mais de 70 anos, sempre estiveram isentos do serviço militar. No entanto, a guerra na Faixa de Gaza trouxe uma exceção.
