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Correspondente SIC

Ciclone Chido abrandou mas deixou marcas: há zonas onde a ajuda ainda não chegou

Há populações inteiras sem água e eletricidade. Organizações humanitárias começam a chegar mas não dá para ajudar toda a gente. Há quem esteja sem comunicações, e por isso, ainda não conseguiu pedir ajuda.

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O Presidente francês Emmanuel Macron vai deslocar-se nos próximos dias à ilha francesa de Mayotte, no Índico, onde os habitantes se começam a queixar de falta de alimentos e de assistência. Aquele arquipélago foi arrasado pelo ciclone Chido, que também atingiu Moçambique, onde provocou pelo menos 34 mortes.

As imagens aéreas mostram o rasto de destruição ainda incalculável na província de Cabo Delgado, uma das mais afetadas da região Norte de Moçambique, onde as infraestruturas cederam.

Às rajadas de vento que no domingo chegaram aos 260 km/h. Foram destruídas unidades de saúde, nas ruas vêem-se alunos sem aulas mas também sem casas para onde ir mas de 23 mil habitações ficaram destruídas.

Há populações inteiras sem água e eletricidade. Organizações humanitárias começam a chegar mas não dá para ajudar toda a gente. Há quem esteja sem comunicações, e por isso, ainda não conseguiu pedir ajuda.

A extensão dos estragos faz temer o pior. Um número incalculável de desaparecidos pode estar entre os escombros, sobretudo, dos bairros de lata, deste que é o território mais pobre de França. Junta-se à pobreza, uma interrupção no abastecimento de bens essenciais.

O arquipélago francês de Mayotte, que enfrenta uma crise humanitária devastadora após a passagem do ciclone Chido, decretou esta terça-feira o recolher obrigatório para garantir a segurança, enquanto se intensificam os esforços de resgate e assistência humanitária.

Pelo menos 34 pessoas morreram em Cabo Delgado, Nampula e Niassa, na passagem do ciclone tropical intenso Chido, no domingo, e 35 mil casas foram afetadas, além de 34 unidades sanitárias, segundo novo balanço preliminar divulgado esta terça-feira.

O ciclone tropical intenso Chido, de escala 3 (1 a 5), atingiu a zona costeira do norte de Moçambique na noite de sábado para domingo, segundo o Centro Nacional Operativo de Emergência (CNOE), mas enfraqueceu para tempestade tropical severa, apesar de ter continuado a fustigar as províncias a norte, com "chuvas muito fortes acima de 250 mm/24 horas, acompanhada de trovoadas e ventos com rajadas muito fortes".