Mundo

Criança desaparecida em França: interrogatórios aos avós e tios prosseguem

A breve história de vida de Émile Soleil acabou aos dois anos. Mas a história dos factos que conduziram a este desfecho continua a ser investigada pelas autoridades de Marselha, que esta terça-feira prenderam os dois avós maternos, um tio e uma tia, já adultos.

Loading...

As autoridades francesas prosseguem os interrogatórios relacionados com o caso da morte de Émile Soleil, a criança de dois anos desaparecida nos Alpes. Os avós maternos e dois tios, suspeitos de homicídio e ocultação de cadáver, continuam detidos nas instalações da polícia de Marselha.

O prazo para os interrogatórios termina 48 horas após a detenção e desde esta terça-feira que está a decorrer uma verdadeira maratona para que o prazo seja cumprido.

Nas pagelas fúnebres em memória de Émile falta, como é habitual, a data da morte. Além do dia do nascimento, está o dia do batismo, o dia do desaparecimento no verão de 2023 e o dia em que foi reencontrada morta, no sábado antes da Páscoa, há cerca de um ano.

A breve história de vida de Émile Soleil acabou aos dois anos. Mas a história dos factos que conduziram a este desfecho continua a ser investigada pelas autoridades de Marselha, que esta terça-feira prenderam os dois avós maternos, um tio e uma tia, já adultos. Familiares próximos, suspeitos de homicídio e ocultação de cadáver, estão sujeitos a uma maratona de interrogatórios em 48 horas.

Era em casa dos avós que Émile passava férias no verão em que desapareceu. E foram os avós que deram o alerta. Nessa altura, participaram nas buscas cerca de 800 voluntários, polícia, bombeiros, exército, até a Legião Estrangeira.

A investigação marcou passo até que, nove meses depois e por acaso, a um quilómetro e setecentos metros da pequena aldeia nos Alpes, foram encontradas as ossadas da criança. Perto desse local, estava também roupa e uma beata.

A partir daí, a investigação policial terá saído do impasse e culminou, agora, com buscas, apreensões e detenções na casa de família.

Tal como o resto da família, os pais de Émile, com uma filha de três anos, têm procurado o máximo recato, mantendo as idas regulares à igreja.

O avô de Émile, católico, conservador, pai de dez filhos, incluindo a mãe de Émile, já tinha sido preso na década de 90 por acusações de violência e agressão sexual contra alunos de uma escola particular católica.