Foram libertados os avós maternos e dois tios de Émile, o menino de dois anos que desapareceu nos Alpes franceses em julho de 2023 e cujos restos mortais só foram encontrados quase nove meses depois.
A libertação destes familiares ocorre 48 horas depois de terem sido detidos. Saem em liberdade sem terem sido acusados. Para as 09h30 desta quinta-feira está marcada uma conferência de imprensa do procurador responsável pelo caso.
Avós “responderam a todas as questões”
Esta manhã, a advogada dos avós de Émile explicou que ambos "responderam a todas as questões dos investigadores", esperando que, com isso, possa ter sido descartada a hipótese de que estiveram envolvidos no desaparecimento e morte do neto.
“Durante estas 48 horas, pudemos observar o trabalho considerável que foi realizado pelas autoridades de investigação (…), que não se poupou a esforços para encontrar respostas para esta tragédia", acrescentou.
Recorde-se que o menino desapareceu a 8 de julho de 2023, no primeiro dia de férias de verão com os avós maternos.
Na terça-feira, o Ministério Público francês explicou que levou a cabo buscas em casa dos avós, que resultaram na apreensão de dois veículos. A detenção dos avós e dois tios, acrescentou na altura o MP francês, ocorreu numa fase da investigação que pretende “verificar e comparar elementos e informação recolhidos nos últimos meses”.
O desaparecimento de Émile
Durante nove meses, as autoridades não conseguiram encontrar nenhuma pista sobre o desaparecimento de Émile. Tudo mudou em março de 2024, quando um homem descobriu o crânio e os dentes da criança a cerca de 1,7 quilómetros da aldeia de Haut-Vernet, uma caminhada de 25 minutos para um adulto.
Várias equipas da polícia, incluindo especialistas em engenharia, antropólogos e cães, foram chamados ao local para procurar os restos mortais de Émile. Na altura, conseguiram encontrar as roupas da criança na mesma zona.
A 13 de março deste ano, a presença de investigadores na aldeia de Haut-Vernet reacendeu as especulações.
Segundo vários meios de comunicação social, a polícia aprendeu um grande vaso que estava situado à entrada de uma capela da aldeia. O Ministério Público recusou-se a confirmar este facto.
