Por todo o mundo houve confrontos com a polícia nas manifestações do 1.º de Maio. No Dia do Trabalhador, fica claro que há direitos fundamentais da força de trabalho que não estão a ser cumpridos e motivam greves, protestos e revolta.
As palavras de ordem, em Paris, foram engolidas pelo fumo tóxico do chamado gás pimenta, que inflama e faz lacrimejar quem, ao contrário da polícia, não esteja de máscara.
Os manifestantes saíram à rua para exigir melhores salários e melhores condições de trabalho, mas também para exigir o fim do genocídio na Palestina ou questionar os gastos nas olimpíadas do verão passado.
O governo considerou que estes protestos estavam a causar desordem e a polícia avançou para o silenciar.
Em Paris, mas também em Lyon, onde os oito maiores sindicatos do país exigiram justiça social e resistência contra o crescimento da extrema-direita.
Em Atenas, não foram registados confrontos
Mas não foi só em França que a revolta saiu à rua. Na capital grega, não houve confrontos, por isso, as vozes de protesto conseguiram explicar bem as razões da manifestação: o reforço dos salários.
É uma mensagem que podia ter sido passada por manifestantes de qualquer parte deste mundo não fossem as palavras abafadas pelo ruído das barreiras que se erguem entre polícia e manifestantes em Manila, nas Filipinas.
Não fossem os canhões de água a afogar os discursos em Santiago do Chile.
Detenções na Turquia
Na Turquia, o governo tentou mesmo travar qualquer tentativa de manifestação. Os transportes públicos foram suspensos e dezenas de ruas da capital fechadas ao trânsito automóvel ou pedonal.
Ainda assim, houve quem tentasse protestar pelos direitos dos trabalhadores e pelos direitos em geral, contra a detenção, considerada ilegal, do presidente da Câmara de Istambul, principal opositor do regime do PresidenteErdogan.
Acabaram detidos os que quiseram exercer o direito à manifestação.