Quase 43 milhões de pessoas em todo o mundo são refugiados e mais de 120 milhões são deslocados. São os maiores números de sempre, segundo os dados revelados pelas Nações Unidas. No dia em que se assinala o Dia Mundial do Refugiado, a ONU apela a uma maior integração e respeito por quem foi obrigado a fugir do próprio país.
Em abril deste ano, mais de 121 milhões de pessoas estavam deslocadas. Ou seja, foram obrigadas a abandonar os locais onde viviam e tiveram de fugir para outros mais seguros. Destes, 43 milhões são refugiados. O que significa que nem sequer puderam continuar nos próprios países e tiveram de passar fronteiras.
São os números mais altos de sempre, segundo as Nações Unidas.
Osconflitos armados, as consequências das alterações climáticas e a pobreza são as principais razões que levam a estes êxodos.
O Sudão e a Síria são os países de origem do maior número de refugiados e de deslocados internos. Seguem-se o Afeganistão e a Ucrânia.
A ONU diz que, ao contrário da perceção que têm as pessoas dos países mais ricos, quase 70% dos refugiados fica a viver nas nações vizinhas. Ou seja, não tentam, ou não conseguem, vir para a Europa ou para os Estados Unidos. Ficam em campos de acolhimento improvisados sem quaisquer condições, ainda mais vulneráveis e dependentes da ajuda internacional.
O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, lembra que é preciso garantir apoio humanitário, proteção e direito ao asilo a quem mais precisa.
Além disso, também é preciso que os governos invistam mais, e a longo prazo, em educação, trabalho e nos esforços para a paz nas zonas onde há conflitos armados.
Esta sexta feira, assinala-se o Dia Mundial do Refugiado.
O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, numa mensagem publicada no site da presidência, diz este é o momento para demonstrar solidariedade para com os refugiados que procuram Portugal e que está na altura de honrar e mostrar o máximo apoio a quem está nesta situação.