Os Estados Unidos voltaram a entrar em ‘shutdown’ após republicanos e democratas não chegarem a acordo para o orçamento do ano fiscal. Esta é a quarta paralisação nos dois mandatos de Trump e prevê-se que possa deixar muitos funcionários federais em licença.
O orçamento federal, que estava em vigor anteriormente, expirou a 30 de setembro de 2025. O próximo deveria entrar em vigor esta quarta-feira, dia 1 de outubro. Com esta paralisação, algumas das funções governamentais - como gestão dos parques nacionais e outros serviços considerados essenciais - serão suspensas até que os legisladores aprovem mais dinheiro.
O que aconteceu?
Na terça-feira à noite, a câmara alta do parlamento dos Estados Unidos chumbou uma proposta legislativa republicana e outra democrata para evitar a paralisação.
Após o chumbo da proposta democrata no Senado, de maioria republicana, também foi rejeitada esta noite uma proposta do partido do Presidente Donald Trump que prolongava temporariamente o financiamento federal, até 21 de novembro.
A proposta, que daria a ambos os partidos mais sete semanas para negociar o orçamento completo para o próximo ano fiscal, teve 55 votos a favor e 45 contra, com os democratas a unirem-se para que ficasse aquém dos 60 votos necessários para ser aprovada.
Após a votação, o Gabinete de Gestão e Orçamento da Casa Branca emitiu um memorando dizendo que "as agências afetadas devem agora executar os seus planos para um encerramento ordenado".
Quem vai ser afetado?
Com a paralisação, estima-se que aproximadamente 750 funcionários públicos sejam afastados. Viagens aéreas, por exemplo, podem ser afetadas, enquanto o pagamento de determinados benefícios sociais deverá ser suspenso.
As forças de segurança, as Forças Armadas, os aeroportos e a segurança social continuarão a funcionar normalmente, mas os funcionários destas áreas não irão receber salários até que os dois partidos aprovem um novo orçamento.
Após o ‘shutdown’ terminar, os trabalhadores afetados voltam a receber o salário e o tempo em que não receberam será pago em retroativos.
- Com Lusa
