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Dinamarca elogia política migratória portuguesa, mas aponta falhas na execução

Luís Montenegro diz que recebeu elogios da Dinamarca, um dos países mais rigorosos no controlo da imigração, pelas novas regras que aprovou nesta área. O primeiro-ministro esteve em Copenhaga, num encontro de líderes europeus. Admite que também ouviu queixas da primeira-ministra dinamarquesa, devido aos estrangeiros que chegam ao país vindos de Portugal, mas que não são portugueses.

O Primeiro-Ministro de Portugal, Luís Montenegro, chegou esta quinta-feira a Copenhaga, na Dinamarca, para participar na 7.ª reunião da Comunidade Política Europeia (CPE), a 2 de outubro de 2025. A cimeira, que reúne líderes de todo o continente, terá como foco a defesa e o apoio à Ucrânia, a situação de segurança na Europa, incluindo a segurança económica e as migrações.
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O dia em Copenhaga começou com um pequeno-almoço com o primeiro-ministro britânico. O trabalhista, que trilha políticas de esquerda, apertou as regras no Reino Unido.

Seguiu depois para uma mesa redonda com líderes europeus. Em Portugal, deixou um acordo fechado para dar resposta à imigração ilegal e sem regras. Fala numa política que não é de porta aberta nem de porta completamente fechada.

A Dinamarca, com um governo de esquerda, é o país da União Europeia com as regras mais apertadas. Para obter benefícios sociais, é preciso ter descontado no país durante nove dos últimos dez anos. Para evitar discriminações, a regra aplica-se aos estrangeiros, mas também aos dinamarqueses que regressem ao país.

O problema, diz Luís Montenegro, pode estar nos casos que não ficaram resolvidos em Portugal. Quando chegou ao governo, há ano e meio, tinha 400 mil processos em cima da mesa e 170 mil ficaram sem conclusão.

O primeiro-ministro português sublinha a necessidade de que quem entra em solo europeu deve ter um contrato de trabalho assegurado, além de cuidados de saúde e acesso à habitação salvaguardados.