O dia em Copenhaga começou com um pequeno-almoço com o primeiro-ministro britânico. O trabalhista, que trilha políticas de esquerda, apertou as regras no Reino Unido.
Seguiu depois para uma mesa redonda com líderes europeus. Em Portugal, deixou um acordo fechado para dar resposta à imigração ilegal e sem regras. Fala numa política que não é de porta aberta nem de porta completamente fechada.
A Dinamarca, com um governo de esquerda, é o país da União Europeia com as regras mais apertadas. Para obter benefícios sociais, é preciso ter descontado no país durante nove dos últimos dez anos. Para evitar discriminações, a regra aplica-se aos estrangeiros, mas também aos dinamarqueses que regressem ao país.
O problema, diz Luís Montenegro, pode estar nos casos que não ficaram resolvidos em Portugal. Quando chegou ao governo, há ano e meio, tinha 400 mil processos em cima da mesa e 170 mil ficaram sem conclusão.
O primeiro-ministro português sublinha a necessidade de que quem entra em solo europeu deve ter um contrato de trabalho assegurado, além de cuidados de saúde e acesso à habitação salvaguardados.