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Prisão preventiva para mulher chinesa que assaltou Museu de História Natural de Paris

O assalto à galeria de mineralogia aconteceu na madrugada de 16 para 17 de setembro. O peso global das peças em falta é de cerca de seis quilos, com um valor calculado de 1,5 milhões de euros, além de haver danos materiais de 50 mil euros nas instalações.

Prisão preventiva para mulher chinesa que assaltou Museu de História Natural de Paris
picture alliance/GettyImages

Uma mulher que assaltou o Museu de História Natural de Paris, em setembro, ficou em prisão preventiva.

A mulher chinesa de 24 anos foi detida em Barcelona no dia 30 de setembro, no âmbito de um mandado europeu, e indiciada pelo crime a 13 de outubro.

O assalto organizado à galeria de mineralogia aconteceu na madrugada de 16 para 17 de setembro, com recurso a uma rebarbadora.

De acordo com o jornal Le Parisien, a mulher levou várias peças, entre elas uma em ouro do tamanho de uma bola de futebol, que pesava cinco quilos e tinha sido descoberta na Austrália há cerca de 20 anos.

Entre as peças roubadas estão a primeira pepita de ouro descoberta na Guiana francesa e uma original da Corrida do Ouro nos Estados Unidos.

Algumas eram datadas dos séculos XVIII e XIX.

Vários acessos foram arrombados no assalto e vitrines partidas. A rebarbadora utilizada para o crime foi encontrada numa das escadas do edifício, acrescenta o jornal francês.

Na gravação das câmaras de videovigilância, os investigadores viram uma só pessoa, pouco depois das 01:00 horas. Abandonou o museu cerca de três horas depois.

Através de escutas telefónicas, determinou-se que a suspeita tinha viajado para fora de França no próprio dia do furto e estava depois a preparar o seu regresso à China, quando foi detida na Catalunha.

Segundo a procuradora Laure Beccuau, foi um funcionário de limpeza que alertou para alguns pequenos destroços e um dos responsáveis pela instituição detetou a falta de pepitas de ouro da exposição.

No dia seguinte ao assalto, Emmanuel Skoulios, vice-diretor do Museu de História Natural de Paris, acreditava que as peças de ouro já tinham sido derretidas ou revendidas.

A procuradora de Paris adianta que o peso global das peças em falta é de cerca de seis quilos, com um valor calculado de 1,5 milhões de euros, além de haver danos materiais de 50 mil euros nas instalações.

Governo reforça segurança em estabelecimentos culturais

Também em setembro, um importante museu de porcelana em Limoges, no centro de França, foi assaltado. Os danos foram estimados em 6,5 milhões de euros.

A medida de coação da assaltante do Museu de História Natural de Paris é conhecida dois dias depois do Louvre, também em Paris, ter sido assaltado. Foram levadas nove peças da coleção de joias de Napoleão III. O Governo francês reconhece que as autoridades "falharam" ao não impedir o roubo.

Entretanto, o ministro francês da Administração Interna, Laurent Nuñez, decidiu reforçar as medidas de segurança em todos os estabelecimentos culturais.

Com Lusa.