Arranca esta segunda-feira o julgamento das dez pessoas que foram acusadas de disseminar informações falsas sobre a identidade de género e a sexualidade de Brigitte Macron. Os acusados, que respondem por cyberbullying, podem ser condenados a penas de prisão de até dois anos.
Os arguidos estão a ser julgados no Tribunal Penal de Paris depois de terem difundido a ideia, que viralizou, de que Brigitte é uma mulher transgénero. Entre os acusados (oito homens e duas mulheres) estão uma autoridade eleita, um galerista, um professor, um médium e até um informático.
Além de terem acusado Brigitte de ser transgénero, os arguidos, com idades entre 41 e 60 anos, são suspeitos de terem equiparado a sua diferença de idade com o marido à "pedofilia", de acordo com o Ministério Público de Paris.
O julgamento surge depois de o casal ter movido uma ação judicial nos Estados Unidos no final de julho por difamação, depois de ter sido difundida uma notícia falsa sobre a suposta identidade de género da esposa do chefe de Estado.
Macron quer provar que a mulher Brigitte não é um homem
A alegação de que a primeira-dama francesa não é do género feminino tem sido repetida também por uma influencer norte-americana aliada de Donald Trump, motivo pelo qual Macron moveu o processo nos EUA.
Candace Owens afirma que a mulher de Emmanuel Macron é um homem. As alegações da influencer de extrema-direita arrastam-se em publicações na internet com milhões de seguidores.
Fotos, documentos e factos distorcidos que visam induzir, com falsos argumentos, a ideia de que o presidente francês não está casado com uma mulher e que a república de França esconde um segredo há décadas tem viralizado nas redes sociais.
O casal Macron cansou-se de ver esta alegação difundir-se online e está determinado a levar à justiça quem a continue a alimentar. Por isso, já prometeu apresentar em tribunal provas de que Brigitte é uma mulher.
