O Governo português apelou, esta quarta-feira, a que não haja atos de violência na Guiné-Bissau. O Ministério dos Negócios Estrangeiros de Portugal pede que se retome o funcionamento normal das instituições naquele país.
A posição foi transmitida, esta tarde, através de um comunicado, após notícias que dão conta de que houve um tiroteio junto ao palácio presidencial guineense e que os militares tomaram o poder em Bissau.
“Em face dos acontecimentos que interromperam o curso da normalidade constitucional na Guiné-Bissau, o Governo português apela a que todos os envolvidos se abstenham de qualquer acto de violência institucional ou cívica e que se retome a regularidade do funcionamento das instituições, de modo que se possa finalizar o processo de apuramento e proclamação dos resultados eleitorais”, declarou o ministério liderado por Paulo Rangel.
O Governo português adiantou ainda que “está em contacto permanente com a embaixada portuguesa em Bissau, para se assegurar da situação dos cidadãos portugueses” e da população em geral.
Foram ouvidos tiros, ao início desta tarde, no centro de Bissau, capital da Guiné-Bissau, junto ao palácio presidencial. O presidente guineense, Umaro Sissoco Embaló, terá sido detido. As Forças Armadas guineenses emitiram um comunicado, pouco depois, declarando que tomaram o poder.
