A Venezuela está a mobilizar-se para um possível ataque militar dos Estados Unidos. O presidente norte-americano admite falar com Nicolás Maduro, mas, para já, prosseguem os treinos militares.
Na base aérea de Roosevelt Roads, em Porto Rico, reativada em outubro, encontram-se agora caças F-35, aviões de apoio ao ataque, aeronaves de reabastecimento KC-130J e vários helicópteros, todos envolvidos em treinos militares.
Os Estados Unidos preparam uma operação militar, e as imagens divulgadas servem como demonstração da força e do poderio americano. Ainda assim, a Administração norte-americana afirma estar disponível para negociar com Nicolás Maduro.
Do lado venezuelano, o regime mobiliza as massas e prepara-se para o pior. Numa marcha militar, Nicolás Maduro prometeu defender o país da ameaça imperialista americana, deixando um aviso ao povo:
"Não há desculpas para ninguém. O fracasso é proibido neste momento decisivo para a existência da República. Se a pátria chamar, terá as nossas vidas, se necessário."
Fardado de militar, Maduro discursou empunhando a espada de Simón Bolívar, o libertador do colonialismo espanhol no século XIX.
"Devemos ser capazes de defender cada centímetro desta terra abençoada de qualquer ameaça ou agressão imperialista, venha ela de onde vier e quando vier", afirmou numa outra declaração.
O ato foi apresentado como uma demonstração de nacionalismo patriótico, destinada a mobilizar toda a população, mesmo aquela que votou esmagadoramente na oposição.
