Os Estados Unidos estão a colocar mais militares ao serviço da operação Lança do Sul, contra o tráfico de drogas e pessoas na Venezuela.
Apesar da reação internacional de indignação contra a violação da soberania venezuelana no caso de uma invasão por parte dos Estados Unidos, Donald Trump impôs o fecho do espaço aéreo venezuelano e tudo indica que tem tropas a caminho da Venezuela.
Não serão um acaso, exercício militar ou qualquer outra missão as razões que explicam a presença de tropas, meios terrestres e aquáticos, todos norte-americanos, no sul de Porto Rico.
Afinal, a ilha do Caribe fica a meio caminho entre Estados Unidos e Venezuela. Trump declarou na rede social Truth que o espaço aéreo venezuelano ia ser inteiramente fechado numa mensagem dirigida a companhias aéreas, pilotos, mas também traficantes de drogas e de seres humanos.
Donald Trump faz ultimato a Nicolás Maduro
Perante isto, que não é a habitual estratégia de Trump de impor tarifas e sanções, o que quererá dizer o envio de tropas de Washington para o Caribe?
Um passo que todos pensam ser a entrada militar norte-americana no espaço aéreo ou terrestre da Venezuela, que já começou a contrainformação. Este fim de semana, na expo industrial e aeronáutica, nada por acaso, o setor venezuelano mostrou o melhor que tem na indústria militar.
E os militares norte-americanos anunciaram de seguida que o maior porta-aviões do mundo, o USS Gerald Ford, já está operacional no Caribe com a hashtag Operação Lança do Sul, anunciada formalmente no mês de novembro como a operação americana de combate ao tráfico venezuelano.
No meio de tudo isto sofre a população da Venezuela, sobre quem paira a ameaça de uma invasão e que se viu privada de aviões para entrar ou sair do país por via aérea.
O pensamento é prático e parece não ter em conta que Donald Trump e Nicolás Maduro são ambos homens que não cumprem todas as regras do direito nacional ou internacional.
Na Venezuela vivem entre 300 e 600 mil portugueses ou luso-descendentes. O governo português diz não ter registo de situações com portugueses que justifiquem alarme.
