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Trump dá sinais de cansaço e a agenda já está a ser reduzida

Neste segundo mandato, Donald Trump tornou-se o candidato mais velho eleito para a Casa Branca. Aos 79 anos, a agenda pública está a ser reduzida e há rumores de que o envelhecimento do presidente se comece a evidenciar.

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O presidente dos Estados Unidos projecta energia e resistência física com conferências de imprensa, frequentes publicações na rede social Truth e viagens aos estrangeiro.

Mas foi depois de uma dessas deslocações que a questão da idade voltou a ser colocada. O homem que não poupava o antecessor com um termo ambivalente - como "Joe, sonolento" - é agora, ele próprio, o "sonolento".

Trump tinha estado quase uma semana no Japão e na Coreia do Sul, com fuso horário quase oposto, e dias depois rodeado de colaboradores e jornalistas.

Na mesma sessão terá dormitado duas vezes, afirma o jornal The New York Times e só se levantou quando um convidado desmaiou.

A agenda pública do presidente, é agora mais reduzida. Começa o dia mais tarde e tem menos eventos. O número total de aparições oficiais de Trump diminuiu 39%.

Trump está também nove quilos mais magro do que em 2020, mas não faz outro exercício que não seja o golfe. O chefe de Estado acredita, revela o mesmo jornal nova iorquino, numa teoria antiga de que as pessoas nascem com uma quantidade finita de energia e que as atividades vigorosas podem esgotar essa reserva.

As questões de saúde do Presidente estão envoltas numa névoa e Trump é o primeiro a desvalorizar qualquer notícia.

A maquilhagem na mão direita levantou suspeitas de que poderia estar com problemas. A Casa Branca apressou-se a elencar a bateria de exames que fez e explicou o hematoma.

No primeiro mandato, Donald Trump sucedia a Barack Obama, que tinha chegado à Casa Branca aos 47 anos.

Chamou "feia" a jornalista que escreveu sobre os sinais da idade

No final do mês de novembro, o The New York Times escreveu sobre os primeiros sinais de falta de energia de Trump que, aos 79 anos, "enfrenta a realidade do envelhecimento no cargo".

Esta "realidade", como designou o jornal, traduz-se em dias mais curtos e menos eventos, mas não só.

O artigo do jornal norte-americano não se sustenta apenas em casos isolados, como um momento em que adormeceu na Sala Oval ou os hematomas nas mãos (cobertos com maquilhagem) que revelam os frequentes apertos de mãos - mas também um potencial problema de saúde escondido - ou ainda os tornozelos inchados do presidente.

Donald Trump, que sempre criticou Joe Biden por ser um presidente demasiado velho, acusando-o de não ter competência para executar o cargo, vê-se agora em risco de ser atacado precisamente pelo mesmo argumento.

Ao ver o artigo do jornal norte-americano, o presidente apressou-se a desmentir os rumores através da sua conta na rede social Truth: "Haverá um dia em que estarei com pouca energia — acontece com toda a gente —, mas com um exame físico perfeito e um teste cognitivo completo realizado recentemente, certamente não estarei!"

E não se ficou por aqui. Donald Trump apontou à jornalista que assina o trabalho, descredibilizando-a.