Provenientes de toda a Europa, estacionaram centenas de tratores à frente do Parlamento Europeu, a instituição onde reside a réstia de esperança que os agricultores europeus ainda têm.
Os agricultores defendem que a assinatura do acordo de livre comércio entre a União Europeia (UE) e os países sul-americanos do Mercosul vai criar concorrência desleal.
"Perdemos uma batalha, mas não perdemos a guerra com este acordo. Hoje, a batalha é levar o caso ao Tribunal de Justiça. Esperemos que os eurodeputados estejam de acordo connosco, ao afirmar que o protocolo utilizado por Von der Leyen não é o mais adequado", disse um agricultor.
Com este protesto, o mundo agrícola aumenta a pressão, visto que os eurodeputados decidem esta quarta-feira se levam ou não o acordo comercial ao Tribunal de Justiça da União Europeia.
Os agricultores acreditam que a mais alta instância judicial da UE, abrangendo os 27 Estados-membros, pode bloquear o tratado comercial assinado, no dia 17 de janeiro, pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o presidente do Conselho Europeu, António Costa, no Paraguai.
Este documento cria uma das maiores zonas de livre comércio do mundo, mas os agricultores dizem que não é justa a entrada de produtos agrícolas sul-americanos na Europa.
"Não há futuro para as nossas empresas e, acima de tudo, não há reciprocidade. Portanto, se não existem regras iguais para todos, só nos resta pensar em garantir um futuro às nossas empresas agrícolas", alertou outro agricultor.
Recorde-se que, os agricultores contam com o apoio de cinco governos europeus. O caso de França, Polónia ou Áustria que se opuseram, em vão, à assinatura do tratado comercial que foi negociado durante 25 anos.