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Fugir da água para sobreviver: Moçambique enfrenta as piores cheias das últimas duas décadas

A chuva intensa provocou cheias no sul e centro daquele país africano, inundando mais de 70 mil casas e causando danos significativos em infraestruturas. As comunidades vulneráveis perderam não apenas habitações, mas também campos agrícolas, animais e reservas alimentares, agravando a situação num dos países mais pobres do mundo.

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Mais de meio milhão de pessoas já foram afetadas pelas inundações em Moçambique. A chuva intensa dos últimos dias provocou cheias em várias regiões, agravando uma situação já muito precária num dos países mais pobres do mundo.

É a bordo de pequenos barcos de pesca que os voluntários das equipas de resgate conseguem chegar aos sobreviventes. As cheias causadas pela chuva intensa forçaram milhares de pessoas a fugir de casa no sul e no centro de Moçambique.

As imagens aéreas mostram vastas áreas de terra submersa, onde apenas as copas das árvores são visíveis. Mais de 70 mil casas estão inundadas e há estragos significativos em estradas, pontes e centros de saúde.

Em muitas das zonas atingidas, as cheias encontram comunidades já profundamente vulneráveis. Num país onde grande parte da população vive da agricultura, perder a casa significa também perder os campos, os animais e as reservas de alimentos.

Ainda sem balanço final de vítimas mortais e feridos, há já quem considere estas inundações as piores das últimas duas décadas.

Moçambique tem sido atingido por fenómenos de tempo extremo que, segundo os cientistas, estão a ser agravados pelas alterações climáticas.