Espanha vai avançar com um processo extraordinário de regularização da situação legal de estrangeiros que vivem e trabalham no país, anunciou esta terça-feira o Governo. A medida resulta de um pacto entre o Governo de Sanchéz e um dos seus aliados à esquerda, o Podemos.
Os imigrantes ilegais vão poder regularizar a sua situação em Espanha até 30 de junho.
O início do processo foi aprovado pelo Conselho de Ministros e destina-se a estrangeiros que a 31 de dezembro de 2025 viviam em Espanha há pelo menos cinco meses ou que tenham pedido proteção internacional às autoridades espanholas até à mesma data e que não tenham, nos dois casos, antecedentes penais.
Durante o processo, ficam suspensas as ordens de deportação. Uma vez aprovados os pedidos, estas pessoas terão direto a um certificado provisório de residência que lhes permitirá trabalhar de forma de legal e ter acesso a serviços públicos, incluindo assistência médica.
O Governo espanhol acredita que a medida irá beneficiar 500 mil pessoas, apesar dos números indicarem que 840 mil vivem no país ilegalmente. Os imigrantes chegam sobretudo de países da América Latina, como Colômbia, Perú e Honduras.
Esta não é a primeira vez que Espanha implementa uma regularização extraordinária de imigrantes ilegais. Já o fez oito vezes. A primeira foi com o socialista Felipe Gonzalez em 1986. Houve três com o conservador José Maria Aznar e a mais recente, em 2005, com o socialista José Luiz Zapatero.
Com Lusa