O documentário sobre Melania e os 20 dias que antecedem a tomada de posse de Donald Trump estão novamente envoltos em polémicas. Desta vez, o motivo é o realizador do filme, Brett Ratner, que surge ao lado do predador sexual Jeffrey Epstein e de duas raparigas não identificadas, na mais recente divulgação de imagens feita pelo Departamento de Justiça dos EUA.
Até ao momento, não existem quaisquer indícios de crime por parte do realizador nos documentos divulgados, mas as fotografias publicadas criaram uma nova onda de críticas dirigidas a Melania Trump.
As imagens não estão datadas, mas ao que tudo indica, parecem ter sido tiradas no mesmo local onde foram tiradas fotografias anteriormente divulgadas de Ratner com Epstein e Jean-Luc Brunel, um agente de modelos francês considerado o 'braço direito' de Jeffrey.
O ex-agente de modelos, assim como o bilionário, foi encontrado enforcado numa prisão na França, em 2022. Era acusado de violar uma criança e de fornecer menores para um esquema de tráfico sexual.
"Melania: 20 Days to History"
O documentário "Melania: 20 Days to History" marca o regresso de Brett Ratner ao grande ecrã desde 2017, altura em que foi acusado de assédio sexual por diversas mulheres, durante o auge do movimento "#MeToo".
O documentário sobre a primeira-dama norte-americana foi produzido pela própria. 'Melania', distribuído pela Amazon, teve um custo de 75 milhões de dólares; quase metade deste valor foi aplicado em despesas de promoção e distribuição do filme.
O filme foi apresentado em Washington. Diversos membros do governo norte-americano foram convidados, mas diversos jornalistas ficaram de fora da passadeira negra.
O filme já estreou nas salas de cinema portuguesas. Em países como a Inglaterra e o Canadá, a recetividade tem sido pouca, com apenas alguns bilhetes vendidos.
Trump volta a ser protagonistas nos ficheiros Epstein
Donald Trump surge, desta vez, numa lista compilada pelo FBI, na qual constam inúmeras alegações de abuso sexual contra o presidente norte-americano, Epstein e outros.
Em resposta, a Casa Branca disse que "alguns dos documentos contêm alegações falsas e sensacionalistas contra o presidente Trump, que foram enviadas para o FBI pouco antes das eleições de 2020".
"Para que fique claro, as alegações são infundadas e falsas e se tivessem um mínimo de credibilidade, certamente, já teriam sido usados como arma contra o presidente", concluem.
Até ao momento, Donald Trump nega qualquer tipo de irregularidade em relação a Jeffrey Epstein.
Os mais recentes detalhes sobre o caso Epstein foram divulgados na sexta-feira. No total, contabilizam-se três milhões de páginas de arquivos, 180 mil imagens e dois mil vídeos, a maior quantidade de informação publicada pelo governo norte-americano sobre o caso.

