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Com mediação dos EUA, Moscovo e Kiev acordam troca de 314 prisioneiros

Em cinco meses, esta é a primeira troca de prisioneiros entre Moscovo e Kiev. O mediador norte-americano elogiou a forma como a "liderança" de Donald Trump possibilitou o acordo.

Com mediação dos EUA, Moscovo e Kiev acordam troca de 314 prisioneiros
Maria Senovilla

A Rússia e a Ucrânia chegaram a um acordo, mediado pelos Estados Unidos, para a troca de 314 prisioneiros, anunciou esta quinta-feira o enviado da Casa Branca para a guerra na Ucrânia, Steve Witkoff.

O anúncio, divulgado numa mensagem publicada nas redes sociais, foi feito em Abu Dhabi, onde decorrem negociações de paz entre Kiev, Washington e Moscovo.

Esta é a primeira troca de prisioneiros em cinco meses entre Moscovo e Kiev, depois de, no ano passado, terem realizado várias trocas de soldados e civis capturados na sequência das negociações diretas em Istambul.

O mediador norte-americano descreveu as conversações de paz que tornaram o acordo possível como "detalhadas e produtivas".

"Embora ainda haja muito trabalho a fazer, passos como este demonstram que os contactos diplomáticos contínuos estão a produzir resultados tangíveis e a contribuir para os esforços para pôr fim à guerra na Ucrânia", afirmou Witkoff.

O enviado e amigo pessoal do Presidente norte-americano -, que faz parte da equipa de mediação nas negociações em Abu Dhabi -, referiu ainda que "as negociações vão continuar" e que se esperam "mais progressos" nas próximas semanas.

O enviado norte-americano elogiou a forma como "a liderança" de Donald Trump tornou possível o acordo sobre os prisioneiros e agradeceu aos Emirados Árabes Unidos por terem acolhido esta segunda ronda de negociações trilaterais entre russos, ucranianos e norte-americanos, que começou com reuniões nos dias 23 e 24 de janeiro, também em Abu Dhabi.