Centenas de moradores das favelas do Rio de Janeiro saíram às ruas para protestar contra a megaoperação policial realizada esta semana. Os manifestantes exigem que sejam apuradas responsabilidades, que classificam como políticas, e agitaram bandeiras brasileiras marcadas com manchas vermelhas, em representação do sangue derramado.
A polícia do Rio de Janeiro anunciou esta quarta-feira que a operação, dirigida contra o Comando Vermelho, resultou em 119 mortos, entre os quais quatro agentes, e 113 detidos. A ação teve lugar desde terça-feira em dois complexos de favelas da cidade e mobilizou milhares de agentes das forças de segurança.
Lula rejeita que crime organizado continue a "destruir famílias" no Brasil
O Presidente do Brasil, Lula da Silva, defendeu na quarta-feira que o país não pode aceitar que o crime organizado continue a "destruir famílias" e que é necessário um trabalho integrado para atacar a "espinha dorsal do tráfico" sem colocar vidas em risco.
"Não podemos aceitar que o crime organizado continue destruindo famílias, oprimindo moradores e espalhando drogas e violência pelas cidades", sublinhou o líder brasileiro na sua conta pessoal na rede social X.
O Comando Vermelho, um dos grupos criminosos mais influentes do país, dedica-se sobretudo ao tráfico de drogas e de armas.
A organização tem o seu centro de operações no estado do Rio de Janeiro, controlando algumas comunidades locais, embora a sua influência se estenda a várias regiões do Brasil, incluindo a Amazónia.
Fundado na década de 1980, o grupo surgiu quando a ditadura militar reuniu nas mesmas prisões delinquentes comuns e membros de grupos de guerrilha com formação política e militar.

