O conflito entre a Rússia e a Ucrânia continua ao fim de 63 dias. A dupla de comentadores da SIC, José Milhazes e Nuno Rogeiro, analisam os movimentos que marcaram o último dia do conflito Rússia-Ucrânia.
Nuno Rogeiro foca-se na explosão que ocorreu numa estação de combustíveis, na cidade russa de Belgorod. A Ucrânia não reconheceu o ataque, mas Rogeiro alerta que este pode ser um “caminho perigoso”.
“Ucrânia está a entrar num caminho que pode ser perigoso, que é fazer as coisas à israelita, ou seja, as coisas acontecem e ninguém sabe muito bem quem as fez”, disse Rogeiro, em entrevista ao Jornal da Noite. “Isto tem riscos: pode significar, da parte russa, uma vingança sobre infraestruturas ucranianas. Só que isto parece estar a acontecer quando a Rússia destrói infraestruturas na Ucrânia. Parece ser uma represália.”
Por outro lado, José Milhazes destacou a decisão do antigo vice-presidente do Gazprombank – um dos maiores bancos da Rússia – deixar o país para “defender a sua terra natal, que se situa na Ucrânia”. “Ele frisou: ‘quero limpar o meu passado russo’”, diz o comentador.
“Há homens que têm coragem de deixar a vida folgada e cómoda que tinham na Rússia para ir combater pelo seu país, contra as tropas russas”, acrescenta.
Também Nuno Rogeiro destaca o “valor” de defender a sua família e pátria, acrescentando que esta saída pode representar um “abalo” na estrutura empresarial russa.
CONFLITO RÚSSIA-UCRÂNIA
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