
A Rússia nega o bombardeamento desta segunda-feira a um centro comercial na Ucrânia. Tanto o chefe da diplomacia de Moscovo, como o ministério da Defesa garantem que o alvo foi um depósito de armas em Kremenchuk. O último balança avança 18 mortos, 60 feridos e dezenas de desaparecidos.
O chão tremeu, os destroços voaram, as árvores abanaram e ficaram sem folhas. Houve pessoas que caíram, outras que fugiram e um homem que foi atirado ao lago. As imagens de videovigilância do parque de Kremenchuck revelam a onda de choque e a destruição provocada pelo bombardeamento russo a centenas de metros desta área de lazer.
Por entre os escombros do centro comercial Amstar, mais de 24 horas depois do ataque russo, familiares e amigos continuam ainda à procura de dezenas de desaparecidos. Depois de uma noite de intenso trabalho, os bombeiros só terminaram esta terça-feira os trabalhos de rescaldo. Em conjunto com as equipas de proteção civil, têm agora que remover toneladas de entulho e de estruturas calcinadas.
Foi com particular cuidado que as autoridades retiraram fragmentos dos mísseis de cruzeiro X-22 de entre os pertences pessoais das vítimas. Segundo os ucranianos, terão sido lançados por um bombardeiro estratégico russo.
A luz do dia revelou a dimensão da destruição provocada pelas explosões de segunda-feira. No hospital, os sobreviventes continua em estado de choque com o ataque.
Na Rússia, tanto o Kremlin como o Ministério da Defesa negaram o ataque. Garantem que o alvo era um depósito de munições perto do centro comercial. Alegam que foram as explosões do paiol que provocaram o incêndio e a destruição do maior complexo comercial de Kremenchuk.
O Governo de Kiev desmentiu as alegações e que o centro comercial estivesse fechado como dizem também os russos. Garante que o alerta aéreo, logo que os mísseis entraram no espaço aéreo ucraniano, permitiu a fuga da maioria das mil pessoas que estariam na área bombardeada.
A ONU classificou o ataque como deplorável. Por isso convocou uma reunião de emergência do Conselho de Segurança. A ação russa foi também condenada na cimeira do G7 que a classifica como ataque indiscriminado contra civis e considera tratar-se de um crime de guerra.
Conflito Rússia-Ucrânia
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