Crianças entre os sete e os 11 anos foram detidas pela polícia russa em Moscovo por terem colocado flores junto à embaixada ucraniana e por apelarem, com cartazes, ao “fim da guerra”.
As imagens começaram a circular e a dúvida surgiu por parecer algo impossível em pleno século XXI. Mas a confirmação chegou através do jornal independente russo Novaya Gazeta, onde Dmitry Muratov, jornalista e Nobel da Paz em 2021, é um dos editores.
No tweet, escrito em russo, pode ler-se “crianças e os seus pais na esquadra da polícia de Presnensky durante a noite. A polícia deteve-os porque colocaram flores na Embaixada da Ucrânia“
В ОВД Пресненское детей и их родителей оставляют на ночь. Полиция задержала их, когда они возлагали цветы у посольства Украины
— Новая Газета (@novaya_gazeta) March 1, 2022
Фото: фейсбук pic.twitter.com/Wq3trWsjPN
A agência noticiosa norte-americana AP, citando fontes da OVD-Info, organização de defesa dos direitos humanos que rastreia detenções políticas, adianta que a polícia russa já deteve mais de 350 cidadãos em 32 cidades que foram palco de manifestações contra a guerra.
A Rússia lançou na quinta-feira de madrugada uma ofensiva militar na Ucrânia, com forças terrestres e bombardeamento de alvos em várias cidades, que já provocaram cerca de 2.000 mortos, incluindo crianças, e milhares de feridos, em território ucraniano, segundo Kiev. A ONU deu conta de mais de 800 mil deslocados, mais de metade para a Polónia.
O Presidente russo, Vladimir Putin, disse que a “operação militar especial” na Ucrânia visa desmilitarizar o país vizinho e que era a única maneira de a Rússia se defender, precisando o Kremlin que a ofensiva durará o tempo necessário.
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