EUA

ENTREVISTA SIC NOTÍCIAS

Português suspeito de ataques nos EUA: "Os portugueses não são assim, isto não nos representa"

Emídio Sousa, secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, sublinha que a comunidade portuguesa em território norte-americana está perfeitamente integrada. A imagem do emigrante português no país era, até aqui, a de pessoas trabalhadoras e respeitadoras.

Loading...

O secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Emídio Sousa, sublinha que o caso de Cláudio Valente não representa a comunidade nos Estados Unidos. O português, de 48 anos, terá sido o responsável pelo ataque na universidade Brown e pelo homicídio do cientista Nuno Loureiro. 

Em entrevista à SIC Notícias, esta sexta-feira, Emídio Sousa declara-se “completamente consternado com o gravíssimo atentado que foi cometido”, classificando os crimes em causa como “hediondos. 

O secretário de Estado das Comunidades Portuguesas afirma que o Governo português tem estado “em permanente contacto”, através dos serviços de consulado, com a comunidade portuguesa nos Estados Unidos, que conta com cerca de 1,5 milhões de pessoas, e admite que esta se encontra “chocada”. 

"Isto é absolutamente inédito para nós”, afirma. “Sentem-se profundamente magoados, porque isto não nos representa de todo.” 

Portugueses tinham imagem de "trabalhadores" e "respeitadores"

Emídio Sousa sublinha que a imagem que os emigrantes portugueses têm nos Estados Unidos é de pessoas trabalhadoras, que respeitam as comunidades onde estão integradas, que se integram bem e contribuem para o desenvolvimento das suas terras. 

Defende, por isso, que "este grave incidente não tem nada a ver com a nossa comunidade. 

“Os portugueses não são assim”, insiste. “Se alguém, por razoes que desconhecemos, teve um comportamento execrável, censurável, não vamos estender isto aos portugueses.” 

Quanto à ordem do presidente norte-americano, Donald Trump, para suspender o sorteio de vistos “green card - através do qual Cláudio Valente conseguiu a residência legal nos Estados Unidos -, o secretário de Estado diz “lamentar profundamente a decisão”.