Olhares pelo Mundo

Raio na origem do fogo que continua a lavrar na central de armazenamento de petróleo em Cuba

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O incêndio teve início na sexta-feira e uma densa coluna de fumo aproxima-se de Havana. Veja o vídeo. 

Vários tanques de petróleo desabaram durante o incêndio em Matanzas, a oeste de Cuba, onde os bombeiros combatem desde sexta-feira um gigantesco incêndio. Pelo menos um bombeiro morreu e 14 continuam desaparecidos. Há ainda mais de 20 pessoas hospitalizadas, algumas em estado crítico.

As chamas espalharam-se rapidamente depois de um raio ter atingido um dos tanques. O incêndio desencadeou várias explosões e alastrou-se a outros depósitos

O fogo lavra num complexo localizado 100 quilómetros a leste de Havana e uma densa coluna de fumo espalha-se na direção da capital cubana.

Só no primeiro tanque atingido pelas chamas estariam cerca de 26.000 metros cúbicos de petróleo bruto

As autoridades foram obrigadas a desligar uma das maiores centrais elétricas de Cuba. A situação agravou ainda mais a crise energética que a ilha das Caraíbas enfrenta.

"A central termoelétrica Antonio Guiteras de Matanzas foi retirada de serviço devido a um défice hídrico. Nesta condição, foi necessário aumentar a capacidade de megawatts (MW) em Havana, e a restauração desta carga dependerá das condições de disponibilidade do Sistema Elétrico Nacional", anunciou a empresa Unión Elétrica no Twitter.

Estas instalações, a 2,7 quilómetros do incêndio em Matanzas, foram assim obrigadas a encerrar devido à falta de água para arrefecimento.

Cuba sofre há semanas falhas no fornecimento de energia, uma situação que tem sido agravada pelo incêndio no porto de superpetroleiros de Matanzas, uma vez que o Governo cubano está a ser obrigado a dedicar muitos dos seus recursos para extinguir o incêndio.

Uma manifestação teve lugar na semana passada em Santiago de Cuba, uma das maiores cidades da ilha, em protesto contra os contínuos apagões e a difícil situação económica que a cidade enfrenta.

O grave incêndio industrial significará que apenas 60% da procura de eletricidade do país poderá ser satisfeita durante as horas de ponta.

Esta tragédia ocorre três meses após a explosão em Havana no Hotel Saratoga causada por uma fuga de gás. O incidente causou 46 mortos e mais de 50 feridos.

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