"Não posso acompanhar 550 mil processos, especialmente um que começou nove anos antes de eu ser procurador-geral", afirmou, frisando que em relação ao tempo que levou, "os investigadores, melhor do que ninguém, poderão dizer".
Pinto Monteiro acrescentou que "sempre que um processo termina o procurador-geral congratula-se", mas frisou que "a Procuradoria não tem qualquer comentário a fazer" em relação a este caso em concreto.
A acusação de crime de rapto foi deduzida a 11 de fevereiro, mas só no passado sábado é que o principal suspeito -- Afonso Dias -- foi notificado.
Segundo o advogado da família, Ricardo Sá Fernandes, para esta acusação contribuiu o trabalho de uma nova equipa da Polícia Judiciária (PJ) do Porto que "conseguiu reconstruir o que se passou nas 24 horas consequentes ao desaparecimento de Rui Pedro".
Para tal foram levados em conta depoimentos e feitas reconstituições que permitiram reconstruir "aquelas horas fundamentais" e que, para o causídico, "estiveram na origem do desaparecimento".
Rui Pedro foi visto pela última vez a 04 de março de 1998, em Lousada, quando tinha onze anos.
Lusa
