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Empresa de climatização diz que "foram tomadas as medidas adequadas" no surto de legionella

A empresa de climatização Veolia Portugal assegurou hoje que "foram tomadas as medidas adequadas" para interromper "a possível fonte de transmissão" da doença dos legionários no Hospital São Francisco Xavier, em Lisboa, que já causou cinco mortos.

Numa nota de esclarecimento, a empresa refere que, "desde a primeira hora, por princípio de precaução, foram tomadas as medidas adequadas para interromper a possível fonte de transmissão", tendo sido encerrada a instalação suspeita.

A Veolia alega que as "rotinas de monitorização" dos sistemas de climatização efetuadas a edifícios como o Hospital São Francisco Xavier "estão ao nível das melhores práticas", pelo que a empresa recorreu a uma "equipa interna de técnicos internacionais" para "auxiliar no cabal esclarecimento desta situação".

Na nota, a empresa invoca que sempre esteve comprometida em "colaborar com as entidades competentes", incluindo hospital, Ministério da Saúde, Direção-Geral da Saúde, Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge, Agência Portuguesa do Ambiente e Ministério Público, assinalando que desenvolverá "todos os esforços colaborativos nos processos de investigação" em curso para "apurar, com o maior rigor, o quadro do surto".

O surto da bactéria 'Legionella pneumophila' no Hospital São Francisco Xavier infetou, até ao momento, 53 pessoas, encontrando-se atualmente seis internadas em Unidades de Cuidados Intensivos, informou hoje a Direção-Geral da Saúde.

O primeiro caso de doença dos legionários, provocada pela bactéria 'legionella', e que já causou cinco mortos, foi confirmado em 31 de outubro.

Para hoje está marcada uma conferência de imprensa em que deverão ser conhecidos os resultados das análises que indicarão o local onde foi detetada a bactéria no Hospital São Francisco Xavier.

A 'legionella' é responsável pela doença dos legionários, uma forma de pneumonia grave que se inicia habitualmente com tosse seca, febre, arrepios, dor de cabeça, dores musculares e dificuldade respiratória, podendo também surgir dor abdominal e diarreia.

A incubação da doença tem um período de cinco a seis dias depois da infeção, podendo ir até dez dias.

A infeção pode ser contraída por via respiratória, através da inalação de gotículas de água ou por aspiração de água contaminada. Apesar de grave, a infeção tem tratamento efetivo.

Lusa