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SIC Notícias debateu o problema dos cuidadores informais e a luta por um estatuto

Estima-se que haja mais de 800 mil cuidadores informais em Portugal. São homens e mulheres que decidem, ou são obrigados, a abdicar da vida profissional, para cuidar de alguém - geralmente um familiar - em situação de dependência. É uma vida dura devido à enorme dedicação que a situação exige e às dificuldades financeiras para ter a pessoa em casa. A insitucionalização é uma alternativa mas a Rede de Cuidados Continuados tem uma reduzida capacidade de resposta para o número elevado de casos. 

Em 2016, foi entregue no Parlamento uma petição que propõe um estatuto, que lhes garantisse a possibilidade de fazerem descontos para a segurança social para fins de reforma, e apoio financeiro para dispositivos e terapias específicas.

O Presidente da República já disse que é um "erro imperdoável" fazer de conta que os cuidadores não existem tendo apelado para o seu reconhecimento legal.


Todos os partidos representados na Assembelia da República concordam na necessidade de mais apoios para cuidadores e dependentes.


Já o Governo invoca os custos da medida e, na proposta do OE 2019, compromete-se a prevenir "situações de pobreza e exclusão social" e a estudar um mecanismo de descanso para os cuidadores, que se queixam do desgaste e esgotamento a que estão sujeitos.

E de nós, quem cuida? (Vídeo)

A Reportagem especial deste sábado dá a conhecer a realidade dos cuidadores informais. São mais de 800 mil no país, que lutam atualmente por um estatuto que dignifique o trabalho que fazem e lhes garanta um apoio financeiro.

A maioria, mulheres, abdica da vida profissional e pessoal para cuidar de alguém, normalmente um familiar. Muitas, além das dificuldades do dia-a-dia, vivem isoladas e em risco de pobreza e de depressão.

  • E de nós, quem cuida?
    23:13

    Reportagem Especial

    A Reportagem especial deste sábado dá a conhecer a realidade dos cuidadores informais. São mais de 800 mil no país, que lutam atualmente por um estatuto que dignifique o trabalho que fazem e lhes garanta um apoio financeiro. A maioria, mulheres, abdica da vida profissional e pessoal para cuidar de alguém, normalmente um familiar. Muitas, além das dificuldades do dia-a-dia, vivem isoladas e em risco de pobreza e de depressão.