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Portugal consegue "novo máximo histórico" nas possibilidades de pesca

A ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, saúda os resultados alcançados na maratona negocial em Bruxelas.

Portugal conseguiu hoje um aumento para as 131 mil toneladas nas possibilidades de pesca para 2019, o que representa “um novo máximo histórico” desde que há registo das capacidades de capturas, disse a ministra do Mar, Ana Paula Vitorino.

“Temos muito boas notícias para Portugal, para os nossos pescadores e armadores de pesca, com um aumento de 24% do total de capturas possível, atingindo as 131 mil toneladas”, disse a ministra, no final do Conselho de ministros das Pescas, marcado, como habitualmente, por uma maratona negocial.

Em termos de valores, as quotas de pesca atribuídas a Portugal para o próximo ano representam, acrescentou a ministra, um aumento de 35 milhões de euros face a 2018, permitindo atingir "um valor global de cerca de 220 milhões de euros".

Estas 131 mil toneladas, sublinhou, “é um novo máximo histórico”, comprometendo-se a cumprir, em 2020, o objetivo do rendimento máximo sustentável das unidades populacionais.

Considerando as espécies comercialmente mais importantes, a ministra salientou a manutenção, face a este ano, da quota da pescada, quando a Comissão Europeia tinha proposto um corte de 14%.

No caso do tamboril, o aumento das capturas é de 5%, em vez dos 2% inicialmente propostos.

Outras espécies comercialmente importantes são o atum rabilho – muito consumido pelos apreciadores de ‘sushi’ – cuja captura pode aumentar 11% em 2019, e as raias, cuja quota sobe 10% quando estava prevista não ser alterada.

No que respeita ao bacalhau, a frota pesqueira portuguesa beneficia de um aumento de 12% para o conjunto das três quotas de pesca desta espécie, incluindo nas zonas NAFO (Atlântico Noroeste), nomeadamente o Canadá.

A quota do carapau teve um aumento de 69%, salientando a ministra que há uma grande aceitação deste 'stock' devido às campanhas para o aumento do consumo desta espécie.

A obrigação de desembarque de todas as espécies capturadas, que entra em vigor no dia 1 de janeiro não irá, por seu lado, afetar a frota pesqueira portuguesa.

Lusa

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