País

Professores mantêm ações de luta porque "nada está ainda resolvido"

Uma manifestação convocada pela Fenprof e liderada pelo seu secretário-geral, Mário Nogueira (C) para contestar a "intransigência do Governo que continua a querer apagar 6,5 anos de tempo de serviço, o que contraria a Lei do Orçamento do Estado de 2018, como ficou claro no debate sobre o OE para 2019", entregou "presentes" no Conselho de Ministros em Lisboa.

Tiago Petinga

Os sindicatos de professores ameaçaram, na semana passada, "bloquear o normal desenvolvimento do ano letivo".

A Federação Nacional dos Professores (Fenprof) vai manter as ações de luta programadas na defesa da contagem do tempo de serviço dos professores, porque nada está ainda resolvido, disse esta quinta-feira à agência Lusa o secretário-geral da estrutura sindical.

Mário Nogueira disse que a Fenprof tenciona esperar por desenvolvimentos durante o próximo mês e promover uma "grande manifestação nacional" de docentes em meados de fevereiro.

O veto presidencial ao diploma do governo que contava parcialmente o tempo de serviço congelado dos professores é encarado pelo líder sindical como "uma boa notícia", mas ainda não uma vitória.

Na quarta-feira, Mário Nogueira considerou "absolutamente adequada" e "correta" a decisão do Presidente da República e referiu que, no dia 3 de janeiro, os docentes vão estar à porta do Ministério da Educação para dizer ao Governo: 'Estamos aqui para iniciar essa negociação'".

Os sindicatos de professores ameaçaram, na semana passada, "bloquear o normal desenvolvimento do ano letivo" se o Governo não abrir negociações sobre a recuperação do tempo de serviço congelado, mas não só, até ao final de janeiro.

Em conferência de imprensa em Lisboa, depois de terem estado reunidos com o Governo - que havia dado por encerradas as negociações com os professores - os sindicatos unidos em plataforma deixaram um ultimato ao Ministério da Educação (ME), dizendo que cabe ao executivo "escolher o que quer fazer" e que se durante o mês de janeiro não forem reabertas negociações - relativas ao tempo de serviço, mas também aposentação, horários e precariedade -, haverá consequências para o "normal desenvolvimento do ano letivo".

Falando em nome da plataforma, Mário Nogueira, disse que as medidas que podem vir a bloquear o ano letivo estavam a ser discutidas pelos sindicatos e em fase de recolha de sugestões dos professores.

Ainda para 3 de janeiro está previsto o reinício da greve a todo o trabalho que não esteja previsto no horário de trabalho de 35 horas semanais, nos mesmos moldes em que esta decorreu ao longo de todo o 1.º período escolar.

A 9 de janeiro os sindicatos são ouvidos na Assembleia da República, pela comissão parlamentar de Educação.

Lusa

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