País

O elogio aos militares portugueses na República Centro-Africana

A Força de combate portuguesa esteve envolvida, entre os dias 10 e 19 de janeiro, em violentos combates contra o grupo armado "Unidade para a Paz centro-africana (UPC)", na cidade de Bambari e no quartel-general do grupo armado na vila de Bokolobo.

O general senegalês Balla Keita, comandante militar da Missão Multidimensional Integrada das Nações Unidas para a Estabilização da República Centro-Africana (MINUSCA), reconheceu a "postura forte" do contingente português contra a presença dos grupos armados na cidade de Bambari, situada a 400 quilómetros da capital Bangui.

A Força de combate portuguesa esteve envolvida, entre os dias 10 e 19 de janeiro, em violentos combates contra o grupo armado "Unidade para a Paz centro-africana (UPC)", na cidade de Bambari e no quartel-general do grupo armado na vila de Bokolobo.

O general evidenciou também o profissionalismo da Força de Reação Rápida portuguesa que conseguiu simultaneamente evitar danos colaterais na população civil, muitas vezes usados como escudos humanos pelo grupo opositor, e cujas ações militares têm sido decisivas para o fortalecimento do processo político em curso para a estabilização do país.

Depois de 30 dias de projeção em Bambari, a força de paraquedistas regressou no sábado à base operacional de Bangui, para realizar o período de regeneração de pessoal e equipamentos, habitual após um período de intensa atividade operacional.

À chegada a Bangui foram várias as manifestações de agrado da população local pelo regresso dos portugueses à capital e em reconhecimento dos resultados das suas ações militares.

A atual Força Nacional Destacada na República Centro-africana, com um efetivo total de 180 militares, é maioritariamente composta por tropas especiais paraquedistas do 2º Batalhão de Infantaria Paraquedista de Aveiro, que integra três controladores aéreos avançados da Força Aérea e militares de outras unidades do Exército.