Esta pequena ave escura com uma faixa branca no dorso refugia-se em pequenos ilhéus e ilhas onde está a salvo de ratos, ratazanas e outros predadores trazidos pelos humanos.
Constrói os seus ninhos em escarpas inacessíveis ou em fendas nas rochas em ilhas desertas - como nos Farilhões, um grupo de pequenos ilhéus no arquipélago das Berlengas - mas tinham sido expulsos da ilha da Berlenga, por causa dos inúmeros ratos e ratazanas.
Nos últimos quatro anos, o projeto Life Berlengas, coordenado pela Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA), conseguiu expulsar os predadores da ilha e construiu ninhos artificiais para atrair os roque-de-castro.
Agora, pela primeira vez desde que há registos, nasceu um roque-de-castro na ilha da Berlenga, revelou hoje a SPEA em comunicado.
“Esperamos que esta cria seja a primeira de muitas”, diz Joana Andrade, coordenadora do Departamento de Conservação Marinha da SPEA e do projeto Life Berlengas.
