País

Santana Lopes recorda perda da "sombra boa" de todos os presidentes do PSD

ANTÓNIO COTRIM

Zeca Mendonça, histórico assessor do PSD, morreu esta quinta-feira.

O antigo presidente do PSD Pedro Santana Lopes lamentou hoje a "perda de um amigo e confidente" e recordou Zeca Mendonça como "a boa sombra" de todos os líderes sociais-democratas.

"É a perda de um grande amigo, de um confidente meu e acho que de todos os presidentes do PSD. Era a nossa sombra, a boa sombra, na qual nos abrigávamos muitas vezes, nomeadamente quanto o tempo piorava", lembrou Santana Lopes, em declarações à Lusa.

Santana Lopes, que no verão passado deixou o PSD para fundar o novo partido Aliança, recorda Zeca Mendonça desde sempre no partido, mas sobretudo quando exerceu as funções de líder, entre 2004 e 2005.

"Ele acompanhava-nos para todo o lado, são cargos solitários, e o Zeca era o confidente. Tornámo-nos amigos. Foi sempre impecável e irrepreensível comigo, era um cavalheiro", destacou.

O assessor da Presidência da República José Luís Mendonça Nunes, conhecido por 'Zeca Mendonça', morreu hoje aos 70 anos.
Zeca Mendonça nasceu em Lisboa, na freguesia de Santos-o-Velho, em 23 de março de 1949.

Torna-se funcionário do PSD (então PPD) em 1974, tendo começado como segurança, e em 1977 passou para o gabinete de imprensa do partido, no qual trabalhou durante 40 anos.

Como assessor de imprensa, Zeca Mendonça trabalhou com 16 presidentes do PSD - ou 17, caso se conte com Leonardo Ribeiro de Almeida, que presidiu à Comissão Política quando Francisco Sá Carneiro liderava o partido e era primeiro-ministro -- terminando funções no mandato de Pedro Passos Coelho.

Em dezembro de 2017, põe fim a 43 anos de ligação profissional ao PSD para ir reforçar a equipa de assessoria do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.

Com Lusa

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