País

PSD e CDS estão a reconhecer "total razão" ao primeiro-ministro

MIGUEL A. LOPES

Ministra da Presidência critica o comportamento da direita sobre a lei dos professores.

A ministra da Presidência e da Modernização Administrativa, Mariana Vieira Silva, deixou esta segunda-feira críticas à postura de PSD e CDS, que votaram a favor da contagem integral do tempo de serviço dos professores.

Em entrevista à TSF, a ministra afirma que a direita está a reconhecer "total razão ao discurso do primeiro-ministro", ao recuar e admitir votar contra a lei, e questiona-se: "Se (a posição do Governo) é uma farsa, um teatro, uma mentira, porquê mudar de posição?".

Mariana Vieira da Silva diz ainda que, se PSD e CDS se "arrependeram do que aprovaram, têm uma solução muito simples: votar contra".

O RECUO DA DIREITA

Rui Rio admitiu este domingo recuar na aprovação do diploma dos professores, caso a lei não contenha uma salvaguarda financeira. O presidente do PSD falou pela primeira vez sobre a ameaça de demissão do primeiro-ministro, que acusou de ter ensaiado um "golpe palaciano".

Do lado do CDS, o recuo aconteceu ainda durante a manhã de domingo, com o partido de Assunção Cristas a anunciar que só vai votar a favor mediante uma condição: que seja também votada uma norma que condiciona a contagem do tempo integral de serviços dos professores à situação financeira do país.

ANTÓNIO COTRIM

Mais tarde, foi a vez de António Costa convidar os partidos da direita a "corrigirem os erros que cometeram". Num jantar em Campo Maior, o primeiro-ministro acusou ainda os dois partidos de quererem enganar os portugueses.