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Voos em Lisboa e Porto serão permitidos durante a madrugada na final da Liga das Nações

Fernando Santos no sorteio da Liga das Nações de futebol em Dublin, na Irlanda

AIDAN CRAWLEY

Esta medida excecional foi criada pelo Governo de forma a responder à grande afluência esperada durante a final da prova.

A operação nos aeroportos Humberto Delgado, em Lisboa, e Francisco Sá Carneiro, no Porto, será permitida durante a madrugada, entre 04 e 10 de junho, no âmbito da fase final da Liga das Nações da UEFA, que decorre em Portugal.

O regime excecional foi criado pelo Governo e foi hoje publicado em Diário da República.

O executivo justifica a medida com a importância do evento e a grande afluência esperada, que terá um "impacto favorável na economia local e em receitas de turismo e cujo sucesso se repercutirá favoravelmente na imagem do país".

As finais da Liga das Nações 2019 terão lugar entre 05 e 09 de junho no Estádio do Dragão, no Porto, e no Estádio D. Afonso Henriques, em Guimarães.

O regime excecional previsto "abrange, apenas, os voos ou movimentos aéreos referentes ao evento especial relativo à fase final da Liga das Nações da UEFA 2019, no período compreendido entre as 00:00 do dia 04 de junho e as 06:00 do dia 10 de junho de 2019", lê-se na portaria hoje publicada.

O Governo justifica que embora o evento em causa se situe no norte do país, "há que acautelar a eventualidade de o aeroporto Francisco Sá Carneiro não conseguir acomodar todos os voos esperados, relacionados com a fase final da Liga das Nações", razão pela qual se afigura necessário proceder à derrogação das restrições de ruído existentes no período noturno não apenas no Aeroporto do Porto, mas também em Lisboa, "por forma a responder às necessidades de receção e escoamento, em tempo útil, do tráfego aéreo esperado".

"Acresce que razões de segurança aconselham a que se proceda à segregação de adeptos, pelo que a utilização de mais do que um aeroporto é suscetível de facilitar tal tarefa, podendo, assim, distribuir-se os voos consoante a sua proveniência, contribuindo igualmente para aumentar a oferta de voos de regresso, que permitem escoar os adeptos para a sua origem o mais rápido possível, evitando ainda a sua permanência por períodos prolongados junto ao estádio ou mesmo no aeroporto, em situações que, não raras vezes, são propícias à ocorrência de conflitos ou distúrbios que afetam a ordem pública", justifica.

A portaria foi assinada pelo ministro do Ambiente e da Transição Energética, João Pedro Matos Fernandes, e pelo secretário de Estado Adjunto e das Comunicações, Alberto Afonso Souto de Miranda.

Lusa.