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Soflusa garante que vai dar "total cumprimento" ao acordo feito com mestres

A explicação da Soflusa deve-se ao anúncio dos mestres de que iriam recusar o trabalho extraordinário.

A Soflusa, empresa responsável pela ligação fluvial entre Barreiro e Lisboa, garantiu esta sexta-feira que estão a decorrer as negociações com os sindicatos e que irá dar "total cumprimento" ao acordo estabelecido com os mestres.

"A Soflusa iniciou já as negociações com todos os sindicatos subscritores do acordo de empresa, por forma a dar-lhe execução material, garantindo a sua concretização", salientou a empresa, num comunicado divulgado na sua página na internet.

A explicação da Soflusa deve-se ao anúncio dos mestres, na quinta-feira, de que iriam recusar o trabalho extraordinário até ser respeitado o acordo para aumentar o prémio de chefia.

Segundo um comunicado conjunto do Sindicato dos Transportes Fluviais, Costeiros e da Marinha Mercante (STFCMM) e da Comissão de Mestres enviado à agência Lusa, os mestres sentem-se "ofendidos, revoltados e magoados" por terem tido conhecimento que o acordo alcançado em 31 de maio teria sido suspenso.

Nessa ocasião, o secretário de Estado da Mobilidade, José Mendes, e a administração da empresa acordaram um aumento do prémio dos mestres em cerca de 60 euros.

Esta sexta-feira, a Soflusa garantiu que "não existe qualquer suspensão do acordo firmado", advertindo os sindicatos que as valorizações remuneratórias "só podem produzir efeitos se decorrerem de instrumentos de regulação coletiva", que é exatamente o que a empresa "está a procurar concretizar no processo negocial em curso".

"A empresa, imbuída de boa-fé negocial, procura, assim, enquadrar o acordo de 31 de maio para lhe dar total cumprimento, lamentando que a má informação ou desconhecimento legal possam estar a originar mal-estar entre os trabalhadores e prejuízo aos passageiros", adiantou.

Na nota enviada à Lusa, o STFCMM referiu que o trabalho extraordinário "estava a ser efetuado para o normal funcionamento das carreiras", sendo que "até dia 18 de junho já tinham sido efetuadas 344 horas extras, ou seja, 43 dias de trabalho, envolvendo todos em 17 dias de trabalho sem descanso".

A Soflusa contrapôs que está "a tentar, com a maior celeridade, colmatar a falta de mestres para que o serviço público possa ser prestado dentro dos horários normais de trabalho".

Neste sentido, revelou que todos os trabalhadores que se candidataram à categoria de mestre já foram submetidos a avaliação médica, psicotécnica e a provas de aferição de conhecimentos, seguindo-se o período de formação.

Além disso, indicou que a prestação de trabalho suplementar "decorre no estrito cumprimento da lei e do acordo de empresa em vigor".

Entretanto, a Soflusa anunciou, de novo, algumas perturbações no serviço, com dezenas de carreiras a estarem sujeitas a confirmação.

No sábado, os passageiros devem verificar os horários entre as 00:00 e as 06:30, tanto no terminal do Barreiro, no distrito de Setúbal, como no Terreiro do Paço, em Lisboa.

Já na segunda-feira as supressões poderão ser em maior número, sendo necessário confirmar as ligações entre as 00:00 e as 23:30 no Barreiro e entre as 00:00 e as 20:15 em Lisboa.

Também na terça-feira é preciso verificar os horários das 00:30 às 01:30 no Barreiro e entre as 00:00 e as 02:00 em Lisboa.

Para minimizar o impacto, a Soflusa informou que o título de transporte estará válido, nestes dias, nas ligações fluviais do Seixal, Montijo e Cacilhas, operadas pela Transtejo.

Lusa

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