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Motoristas de matérias perigosas e de mercadorias ameaçam com greve a partir de 12 de agosto

Motoristas de matérias perigosas e de mercadorias ameaçam com greve a partir de 12 de agosto

Reunião de dia 15 de julho é decisiva para motoristas avançarem, ou não, com greve em agosto.

Após horas de discussão, os motoristas de matérias perigosas e os motoristas de mercadorias prometem que, caso as reivindicações não sejam atendidas na próxima reunião de dia 15, irão avançar com um pré-aviso de greve para 12 de agosto sem prazo para terminar.

O congresso, com cerca de três centenas de motoristas, aprovou por unanimidade a proposta de CCT, apresentada pelos sindicatos Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP) e Independente dos Motoristas de Mercadorias (SIM).

A proposta prevê um aumento do salário base de 100 euros nos próximos três anos (1.400 euros brutos para 2020, 1.600 para 2021 e 1.800 para 2022), melhoria das condições de trabalho e pagamento das horas extraordinárias a partir das oito horas de trabalho, entre outras medidas.

O novo acordo vai ser levado à reunião de dia 15.

Negociações em curso

Os sindicatos Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP) e Independente dos Motoristas de Mercadorias promoveram este sábado, em Santarém, o 1.º Congresso Nacional de Motoristas para discutir as condições de trabalho do setor, em negociação.

Estes dois sindicatos independentes, juntamente com a federação sindical filiada na CGTP, têm vindo a negociar com a associação empresarial do setor, a ANTRAM, a revisão do contrato coletivo, sob a mediação do Ministério do Trabalho.

O congresso serviu para esclarecer os motoristas sobre as negociações em curso e ouvir as suas opiniões.

Greve deixou país sem combustível

O Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas foi criado no final de 2018 e tornou-se conhecido com a greve iniciada no dia 15 de abril, que levou o Governo a decretar uma requisição civil e, posteriormente, a convidar as partes a sentarem-se à mesa de negociações.

A elevada adesão à greve de três dias surpreendeu todos, incluindo o próprio sindicato, e deixou sem combustível grande parte dos postos de abastecimento do país.

O SNMMP reivindicava salários de 1.200 euros para os profissionais do setor, um subsídio específico de 240 euros e a redução da idade de reforma.

Com Lusa