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Há fundamentos para dissolver órgãos da Ordem dos Enfermeiros

Exclusivo SIC

A bastonária da Ordem dos Enfermeiros, Ana Rita Cavaco

Tiago Petinga

Encontrados gastos sem justificação documentada e evidências da participação da bastonária na greve cirúrgica.

OS FUNDAMENTOS PARA A DISSOLUÇÃO

A sindicância à Ordem dos Enfermeiros já terminou. A Inspeção-Geral das Atividades em Saúde (IGAS) concluiu que há fundamentos para dissolver os órgãos da Ordem.

O relatório final, a que a SIC teve acesso em exclusivo, é claro: a Ordem denegou acesso a documentação. Foram encontrados gastos sem justiticação documentada e evidências da participação da bastonária na greve cirúrgica do início do ano.

A IGAS lembra que teve de chamar a PSP durante a sindicância e relata ter encontrado todos os armários fechados a cadeado quando esteve na sede da Ordem.

A Ordem mantém a posição de que a sindicância é ilegal e diz que ainda não foi notificada de qualquer decisão.

RELATÓRIO SEGUE PARA O MINISTÉRIO PÚBLICO

O relatório preliminar da sindicância já tinha seguido para a Polícia Judiciária. O documento final segue agora para o Ministério Público, que terá de avaliar se há ou não fundamentos para a dissolução dos órgãos de gestão da Ordem dos Enfermeiros.

A bastonária da Ordem dos Enfermeiros, Ana Rita Cavaco

A bastonária da Ordem dos Enfermeiros, Ana Rita Cavaco

ANTÓNIO COTRIM

Há novas eleições em novembro, ou seja, mesmo que o tribunal decida pela perda de mandato, esse mandato já não estará em vigor.

BASTONÁRIA FALA EM "VINGANÇA DO GOVERNO"

A bastonária da Ordem dos Enfermeiros considera o resultado da sindicância "uma vingança do Governo", que já esperava.

"É uma vingança do Governo, porque este Governo já demonstrou o que faz às pessoas de quem não gosta e que não gosta daquilo que dizem. Não sou caso único. O presidente da Câmara de Mação e o presidente de um sindicado da PSP, esta semana, são também caso disso. Este é o 'modus operandi' do Governo e está à vista de todos", afirmou Ana Rita Cavaco em declarações à agência Lusa.

MIGUEL A. LOPES