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Professor que terá agredido aluno foi detido em Lisboa

Kacper Pempel

O "professor agarrou o aluno, de 13 anos, pelo pescoço, e atirou-lhe a cabeça contra uma das mesas".

O professor que alegadamente agrediu hoje um aluno na Escola Secundária Rainha Dona Leonor, em Lisboa, e está já suspenso do exercício de funções, foi detido pela PSP, disse à Lusa fonte do Comando Metropolitano.

Segundo avançou a RTP, o professor será ouvido na terça-feira por um juiz de instrução criminal.

O Expresso revelou ainda que, segundo fonte da PSP contactada pelo semanário, o docente está indiciado pelos crimes de ofensa à integridade física e maus tratos a menor.

Durante a tarde, o Ministério da Educação já tinha anunciado que foi instaurado um processo disciplinar ao professor que alegadamente agrediu um aluno na Escola Secundária Rainha Dona Leonor, tendo sido suspenso do exercício de funções de imediato.

"Foi instaurado um processo disciplinar a este professor contratado, que foi de imediato suspenso do exercício de funções em todos os estabelecimentos de ensino onde lecionava", escreveu o Ministério da Educação, numa nota enviada à agência Lusa.

De acordo com a revista digital MAGG, um aluno do 8.º ano terá sido agredido "violentamente" pelo professor de Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC), numa sala de aula, hoje de manhã.

A publicação 'online' sustenta que "o incidente ocorreu por volta das 10:55 quando a aula ia sensivelmente a meio, e enquanto os alunos se iam apresentando ao professor, que estava a dar a sua segunda aula nesta escola, como substituto da professora titular da disciplina, que se encontra com baixas sucessivas por estar a amamentar".

A MAGG acrescenta ainda que o "professor agarrou o aluno, de 13 anos, pelo pescoço, e atirou-lhe a cabeça contra uma das mesas", porque o estudante não terá largado o telemóvel.

Contactado pela Lusa, durante a tarde, o estabelecimento de ensino não quis prestar declarações. Segundo o artigo 117.º do capítulo XI, Regime Disciplinar, do Estatuto da Carreira Docente, o professor arrisca-se a uma pena de expulsão da escola por não pertencer aos quadros.

O caso está entregue às autoridades e o Ministério da Educação já disponibilizou todo o apoio necessário à comunidade educativa.

Lusa