País

Novos protestos nas escolas com greve anunciada para o final do mês

Lisboa, Leiria, Aveiro e Gaia com protestos em vários agrupamentos para exigir o reforço de pessoal não docente nas escolas, numa altura em que já há data para a greve nacional.

A paralisação foi convocada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais e encerrou várias escolas esta manhã, como nos 3 estabelecimentos do Agrupamento de Escolas Eça de Queirós, em Lisboa, encerrados desde as 07:00 , devido à greve dos trabalhadores não docentes, que reivindicam um reforço de funcionários.

À SIC Francelina Pereira, do FPS, afirmou que "os trabalhadores das escolas chegaram à rutura"

A este protesto juntaram-se os pais, que se dizem solidários com os trabalhadores que "todos os dias desdobram-se para que a escola funcione normalmente, mas é uma carga muito pesada".

À SIC a Presidente da Associação de Pais, Rita Jerónimo, afirmou que "não há milagres, os funcionários que faltam nas escolas têm de ser colocados"

Já em Leiria, a Escola Básica 2,3 Dr. Correia Mateus está encerrada pelo menos até à hora do almoço, devido à greve do pessoal não docente, que reivindica mais trabalhadores.

Os trabalhadores concentraram-se em frente à sede do agrupamento pelo "fim dos elevados ritmos de trabalho" e para pedir reforço de pessoal.

Também em Gaia os pais juntaram-se ao protesto e até colocaram uma faixa na entrada da Escola Básica Manuel António Pina em Gaia para denunciar a falta de pessoal, que já estará a fazer aumentar os episódios violentos nos intervalos das aulas.

"Esta escola funciona com menos oito funcionários. Colocaria o seu filho nesta escola?" - é a frase inscrita na faixa colocada no muro da escola localizada em Oliveira do Douro, concelho de Gaia, e que alberga 480 alunos do pré-escolar e 1.º Ciclo, dos quais cinco com necessidades de saúde especiais.

"Todas as semanas há queixas de violência"

A associação de pais da escola EB Manuel António Pina de Gaia confirma que não há auxiliares suficientes para vigiar todos os alunos durante os intervalos.

Greve nacional já marcada para 29 deste mês

A Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais exige ainda o fim da precariedade e a integração dos atuais trabalhadores precários, e a contratação imediata de mais 6.000 trabalhadores para os quadros.

Reivindica também "uma nova portaria de rácios e dignificação salarial e funcional, o fim do processo de desresponsabilização do Estado Central e de descentralização\municipalização da escola pública, uma escola pública universal, inclusiva e de qualidade".

O ministro da Educação disse recentemente que este é um problema antigo que tem vindo gradualmente a ser corrigido desde 2015 quando tomou posse como ministro, no anterior Governo.

"As escolas agora têm mais assistentes operacionais", indicou, salientando o reforço de cerca de 4.300 funcionários realizado no anterior mandato.O ministro adiantou que foi também dada às escolas a possibilidade de contratar mais mil funcionários: "Alguns já estão nas escolas, outros ainda têm os processos em curso".

A Federação decidiu, por isso, convocar uma greve nacional dos trabalhadores não docentes dos agrupamentos de escolas e escolas não agrupadas da rede pública para o próximo dia 29 de novembro.