País

Cláudia Simões garante que a família nada tem a ver com as agressões ao motorista da Vimeca

Mulher que acusa a PSP de agressões na Amadora diz que está desgastada e sente-se perseguida

Num comunicado enviado à SIC, Cláudia Mateus Simões diz que está desgastada e sente-se perseguida. Sobre as agressões ao motorista da Vimeca, sexta-feira à noite, em Massamá, diz que está "chocada" por atribuírem a situação a um episódio de represálias, "sem qualquer averiguação".

Cláudia garante ainda que nada tem a ver com o sucedido, pois diz que não se lembra da cara do motorista. "Quero deixar claro que nem eu, nem a minha família têm nada a ver com o que se passou com o Sr. Motorista, tal como a PSP bem sabe não consigo sequer lembrar-me da cara do Sr.! Só os Agentes da PSP que estiveram no dia 19 na Rua Elias Garcia é que conseguem identificá-lo. Sinto-me perseguida com tudo isto", lê-se no documento.

A mulher que acusa a PSP de agressões, na Amadora, acrescenta ainda que, apesar do motorista ter sido "desagradável", o problema dela é com "o agente", que a agrediu e com "os agentes que assistiram e nada fizeram".

Termina o texto a dizer que espera que a justiça funcione.

Motorista agredido em Massamá

O comunicado de Cláudia refere-se à agressão de um motorista de autocarro da Vimeca que foi esta sexta-feira agredido na Avenida 25 de Abril, em Massamá. A vítima foi inicialmente encaminhada para o Hospital Amadora-Sintra mas, devido à gravidade dos ferimentos, seguiu para o Hospital São Francisco Xavier, onde está internado.

Ao que a SIC apurou, além do uso de força física, o homem foi também esfaqueado.

A versão de Cláudia Simões

A detenção de Cláudia chocou milhares de portugueses, quer pelos contornos da história, quer pelas imagens que vão sendo disseminadas pelos canais de informação e nas redes sociais. Apesar de já ter dado várias entrevistas, decidiu, quarta-feira, explicar de forma detalhada a sua versão dos factos. Num comunicado enviado à SIC, escreveu que, naquela noite de domingo, pensou que "ia morrer sufocada".

"Temi pela minha vida e tive plena certeza de que ia morrer", acrescentou.

Governo abre inquérito

O Governo abriu um inquérito à atuação da polícia na detenção. Cláudia Simões acusa um agente de a ter espancado. A PSP diz que foi usada a força necessária.

A mulher foi constituída arguida e é acusada de ofensa à integridade física, Cláudia Simões diz que mordeu o agente da PSP porque estava a sufocar.

Perante a situação, a direção nacional da PSP diz que o agente foi agredido pela mulher.

Veja também: