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Morreu Vasco Pulido Valente

O escritor e ensaísta Vasco Pulido Valente morreu a 21 de fevereiro aos 78 anos.
O escritor e ensaísta Vasco Pulido Valente morreu a 21 de fevereiro aos 78 anos.
Nuno Botelho/Expresso

O escritor e ensaísta Vasco Pulido Valente morreu esta sexta-feira no hospital em Lisboa onde estava internado, avança o Público, meio para o qual foi colunista desde a fundação do jornal. Também colaborou com o Expresso, Diário de Notícias, TSF e TVI.

Nasceu Vasco Valente Correia Guedes a 21 de novembro de 1941, no seio de uma família ligada à oposição ao salazarismo. Aos 17 anos mudou de nome e adoptou o nome de família do avô, um dos mais conceituados intelectuais da época, ficando a ser conhecido por Vasco Pulido Valente.

Licenciou-se em Filosofia pela Faculdade de Letras de Lisboa e era doutorado em História pela Universidade de Oxford. Lecionou durante vários anos em diversas faculdades portuguesas, nomeadamente no Insituto de Ciências Sociais onde trabalhava como investigador aposentado.

Chegou a integrar o Governo de Francisco Sá Carneiro, em 1979, como secretário de Estado da Cultura. É autor de várias obras sobre História e Política, incluindo algumas biografias. Entre os livros que publicou, contam-se "Os Militares e a Política: 1820-1856", "A República Velha: 1910-1917", "Marcelo Caetano: As Desventuras da Razão", "De mal a pior" e "O fundo da gaveta", estes dois últimos, os mais recentes, publicados pela D. Quixote.

Vasco Pulido Valente foi também o "pai" do termo geringonça, associado ao Governo do Partido Socialista apoiado pela esquerda. Uma crónica sua, no Público, sobre o estado do PS, no verão de 2014, intitulada "A Geringonça", foi mais tarde usada por Paulo Portas e depois por vários partidos e meios de comunicação social para aludir àquela solução governativa.

Ricardo Costa: "Era um dos mais sensacionais cronistas políticos"

Define-o como um profundo conhecedor que escrevia “estupendamente bem” e que sabia usar as palavras certas nas alturas certas. Ricardo Costa recorda um “olhar muito diferente da maior parte dos comentadores” e a pessoa que detinha “uma das escritas mais interessantes no jornalismo”.

O diretor de informação da SIC destaca ainda as crónicas e livros de história daquele que considera uma pessoa “absolutamente notável” e “muito ousada”.

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