No final do ano, parecia que finalmente ia ser resolvido o problema dos desalojados devido à construção da barragem de Daivões. Dois meses depois, mantém-se o impasse.
As famílias que iam ser realojadas, ainda estão nas casas e também ainda não receberam as compensações adicionais ao valor das expropriações.
A burocracia está a atrasar um processo que se arrasta há meses.
É o caso de Lurdes Teixeira, que recebeu menos de 70 mil euros pela expropriação da casa em Balteiro.
Gastou 18 mil num terreno e agora só lhe sobram cerca de 40 mil, que não chegam para construir a nova habitação.
Não faz ideia qual é o valor da compensação adicional prometida no final do ano passado.
José Manuel Silva já tem nova casa, mas ainda está por pagar.
Não aceitou os cerca de 120 mil euros que lhe pagavam pela expropriação da propriedade que vai ficar submersa.
A mudança da família está a ser dolorosa.
Tal como é dolorosa a situação de Teresa Leite, que desde outubro do ano passado, quando foi notificada para sair da habitação em Ribeira de Baixo, tem a vida dentro de sacos. Agora já nem o frigorífico tem e aguarda o realojamento.
A câmara de Ribeira de Pena diz que há de estar para breve a resolução destes problemas e que é tudo uma questão de seguir os trâmites legais.
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