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Bruno de Carvalho diz que recuperou "um pouco a crença na justiça" portuguesa

MÁRIO CRUZ

O Ministério Público admitiu que não tem provas de que Bruno de Carvalho tenha sido o autor moral do ataque à Academia de Alcochete.

O antigo presidente do Sporting Bruno de Carvalho afirmou hoje que recuperou "um pouco a crença na justiça", depois do Ministério Público ter pedido a sua absolvição dos crimes de autoria moral da invasão à Academia de Alcochete.

"Hoje, recuperei um pouco da minha crença na Justiça. O pedido de absolvição, por parte do Ministério Público, foi, para mim, uma notícia merecida e que dedico às pessoas que sempre lutaram pela crença na minha inocência e pela reposição da verdade. Ainda nada está ganho, mas esta sensação de início de justiça tinha de ser partilhada com todos", escreveu Bruno de Carvalho, na sua página oficial na rede social Instagram.

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O Ministério Público pediu a absolvição de Bruno de Carvalho, Nuno Mendes 'Mustafá' e Bruno Jacinto, acusados da autoria moral da invasão à Academia do Sporting, em Alcochete.

O antigo presidente do clube, o líder da claque e o Oficial de Ligação aos adeptos, respetivamente, estavam acusados de ter incitado os outros 41 arguidos do processo a invadir a Academia e a agredir os jogadores em 15 de maio de 2018.

Na 36.ª sessão do julgamento, a que Bruno de Carvalho assistiu, a Procuradora do Ministério Público, Fernanda Matias, entendeu que "não se fez prova de que os arguidos tenham incitado outros arguidos à prática de atos criminosos".

Bruno de Carvalho, juntamente com Nuno Mendes, e Bruno Jacinto, estavam acusados da autoria moral de 40 crimes de ameaça gravada, 19 crimes de ofensas à integridade física qualificadas e por 38 crimes de sequestro.

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