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Prisão preventiva para os 3 suspeitos da morte do cabo-verdiano Giovani Rodrigues

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O estudante foi encontrado ferido numa rua de Bragança a 21 de dezembro e morreu 10 dias depois, no hospital.

O Tribunal de Bragança decidiu esta quarta-feira que os três suspeitos - entre os 24 e os 32 anos - da morte do jovem cabo-verdiano Luís Giovani Rodrigues, em Bragança, ficaram em prisão preventiva. A medida pode ser substituída por prisão domiciliária se tiverem condições para o efeito.

As medidas de coação foram divulgadas depois de dois dias de interrogatório judicial em que o tribunal decidiu pela "existência de fortes indícios da prática em coautoria do crime de ofensa à integridade física qualificada e de um crime de homicídio qualificado consumado".

A decisão sobre as medidas de coação, entregue aos jornalistas num comunicado, refere ainda que o crime de homicídio qualificado consumado é agravado pelo artigo 86, n.º3, do regime jurídico de armas e suas munições.

O crime

O estudante cabo-verdiano foi encontrado ferido numa rua de Bragança na madrugada de 21 de dezembro e morreu 10 dias depois, num hospital do Porto.

O caso do estudante cabo-verdiano chegou às autoridades de Bragança como um possível alcoolizado caído na rua sem menção a agressões ou ferimentos.

Só depois de chegar ao local e avaliar a vítima é que a equipa de emergência descobriu um ferimento na cabeça e "verificou que se tratava de um possível traumatismo craniano".

O jovem estava caído na Avenida Sá Carneiro, junto a uma loja (a W52), mais de meio quilómetro e alguns minutos a pé do bar Lagoa Azul onde terá estado com um grupo de amigos e onde terá começado uma desavença apontada como a origem da agressão.

O esclarecimento do bar

O bar publicou nas redes sociais um esclarecimento a confirmar que na madrugada do dia 21 de dezembro, "por razões desconhecidas, dois clientes envolveram-se em confrontos no bar".

"Nenhum dos envolvidos neste confronto era o Luís Giovani Rodrigues", refere, lamentando a morte do jovem. Soube-se mais tarde que um dos envolvidos fazia parte do grupo com quem Giovani tinha saído.

A alegada desavença

Um primo da vítima contou ao jornal "Contacto" que a desavença terá começado por um dos amigos de Giovani ter tocado numa rapariga e o namorado não ter gostado.

Segundo o mesmo, quando o grupo de Giovani saiu do bar era aguardado por vários elementos "com cintos, paus e ferros" que terão agredido o elemento envolvido na desavença com a rapariga.

O mesmo relato indica que Luís Giovani terá intervindo para parar a contenda e foi atingido com "uma paulada na cabeça", o que terá feito o grupo dispersar.

O caso está a ser investigado pela Polícia Judiciária que ainda não revelou se há suspeitos, mas que aponta para "um motivo fútil" na origem do caso e afasta a tese de ódio racial, segundo avança o jornal Público. O diário indica também que "a autópsia foi inconclusiva, não esclarecendo se a morte foi provocada pela agressão ou pela queda" na rua, onde o jovem foi encontrado inanimado.

PJ garante que homicídio do cabo-verdiano Giovani Rodrigues não teve motivação racial

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