País

Associação Comercial do Porto considera que o negócio da TAP ruinoso

A ACP acusou, no passado, a TAP de marginalizar o aeroporto Francisco Sá Carneiro e continua agora a opor-se à intervenção do Estado.

Os sindicatos e a Confederação do Turismo estão satisfeitos com a solução para a TAP, mas a Associação Comercial do Porto considerou que o negócio é ruinoso para o país.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, disse que a solução encontrada para a TAP foi apenas a que sobrou, entre as restantes.

O Estado fica com 72,5% do capital da TAP, assegurando o controlo da empresa, revelou o ministro das Finanças, João Leão, numa conferência de impresa esta quinta-feira.

OS PORMENORES DO NEGÓCIO

O acordo alcançado levará à saída do acionista David Neeleman do capital da TAP, que acabou por renunciar ao direito às prestações acessórias. Também a transportadora brasileira Azul, da qual Neeleman é presidente do conselho de administração, renunciou ao direito de converter o seu empréstimo obrigacionista de 90 milhões de euros em capital.

A estrutura acionista ganha uma nova forma: 72,5% do capital é detido pelo Estado, 22,5% pelo acionista português Humberto Pedrosa e 5% pelos trabalhadores da companhia.