País

Marcelo concorda que Portugal deve evitar novo confinamento 

O Presidente da República reagiu às declarações de António Costa em relação à impossibilidade de um novo confinamento geral.  

Marcelo Rebelo de Sousa concorda com o primeiro-ministro e diz que é necessário encontrar novas formas de prevenir outra vaga.

O chefe de Estado defendeu que "é preciso fazer as duas coisas ao mesmo tempo", ou seja, "é preciso, como disse o senhor primeiro-ministro, olhar para o futuro e preparar o futuro, surja ele em setembro, outubro, novembro, dezembro, janeiro, quando for", mas sem "desleixar o que se passa agora".

Será "muito difícil voltar a repetir o confinamento, portanto, tem de se encontrar fórmulas de antecipar e de substituir uma solução radical, prevenindo essa segunda onda."

O aviso de António Costa: País não aguenta novo confinamento e inverno tem de ser preparado já

O primeiro-ministro considerou esta terça-feira que o país não aguenta um novo período de confinamento por causa da Covid-19 e avisou que o tempo é "curtíssimo" para a sociedade se preparar para o próximo inverno.

"Há uma coisa que sabemos: Não podemos voltar a repetir o confinamento que tivemos de impor durante o período do estado de emergência e nas semanas seguintes, porque a sociedade, as famílias e as pessoas não suportarão passar de novo pelo mesmo", declarou António Costa.

Perante uma segunda vaga da pandemia da Covid-19, o líder executivo disse que o trabalho de adaptação da sociedade "tem de ser feito agora, porque ainda há algum tempo de distância para evitar o pior" no próximo outono e inverno.

Mais 8 mortes e 375 casos de Covid-19 em Portugal nas últimas 24 horas

A Direção-Geral da Saúde (DGS) anunciou esta quarta-feira a existência de 1.676 mortes e 47.426 casos de Covid-19 em Portugal desde o início da pandemia.

O número de óbitos subiu de 1.668 para 1.676, mais 8 em relação a ontem, enquanto o número de infetados aumentou de 47.051 para 47.426, mais 375, um aumento de 0,8%.

Há 478 pessoas internadas, 68 estão nos cuidados intensivos. O número de casos recuperados subiu de 31.550 para 32.110, mais 560.