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O homicídio de Antónia Guerra, a “freira radical”

Homicida foi condenado esta sexta-feira.

Antónia Guerra, conhecida em São João da Madeira como a “freira radical” ou irmã Tona, foi morta a 8 de setembro de 2019 por Alfredo Santos, um homem que lhe pediu boleia, agora condenado a 25 anos de prisão em cúmulo jurídico.

A freira esteve durante mais de três décadas ao serviço da congregação Servas de Maria, Ministras dos Enfermos do Porto. A 8 de setembro do ano passado saiu de casa, ainda de manhã, para ir à missa.

O que aconteceu?

Foi vista com o homem, depois de este lhe ter pedido boleia. O percurso até à casa deste não demorou mais de cinco minutos. Depois disso, a freira foi convidada a entrar, tendo-lhe sido oferecido um café.

Dentro de casa, diz a investigação que o homem recorreu à força, estrangulou Antónia Guerra, deitou-a numa cama e violou-a. Foi a família do suspeito quem chamou as autoridades.

Antecedentes criminais

Alfredo Santos foi detido e ficou em prisão preventiva. Aos 44 anos é agora condenado pela terceira vez, depois de uma primeira pena de 6 anos, quando tinha 19, e de uma segunda de 16 anos, sempre por crimes sexuais.

Agora, é condenado a 25 anos de prisão em cúmulo jurídico, por crime de homicídio qualificado, violação e profanação de cadáver, acumulados às condenações por rapto e violação na forma tentada e roubo, relativo a um caso ocorrido no mesmo concelho em agosto de 2018 e que teve como vítima uma jovem.

Os contornos macabros

Mandado de detenção, emitido três dias antes do crime, podia ter evitado a morte e violação de Antónia Guerra.

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